Resumo
Washington anunciou que não irá renovar o acordo de livre comércio entre Estados Unidos, Canadá e México (ACEUM), apesar do prazo ter expirado, comprometendo-se a continuar as negociações para melhorar o acordo. O acordo, assinado durante o mandato de Donald Trump, permite a renovação até 1 de julho por 16 anos, mas os EUA recusaram esta quinta-feira, prolongando-o anualmente com revisão prevista, a menos que um país se retire formalmente. O representante da Casa Branca para o Comércio afirmou que os EUA não aceitaram a renovação na forma atual, mas pretendem continuar as trocas com o México e o Canadá para resolver questões comerciais. O Canadá e o México são importantes parceiros comerciais dos EUA e foram os primeiros alvos das tarifas de Trump em 2025.
O acordo, assinado durante o primeiro mandato de Donald Trump como presidente dos EUA, prevê que os três países possam renová-lo até 1 de julho, prolongando-o assim por 16 anos.
Com a recusa dos Estados Unidos em o fazer esta quinta-feira, o acordo é prolongado ano a ano, com uma revisão anual prevista, a menos que um país anuncie formalmente a sua retirada.
O anúncio de Washington surge após uma reunião virtual entre os três países, que não deu resultados.
"Os Estados Unidos não aceitaram renovar o ACEUM na sua forma atual. Em consequência, o acordo não é renovado", declarou num comunicado o representante da Casa Branca para o Comércio (USTR), Jamieson Greer, responsável pelas negociações.
Washington conta, no entanto, "continuar as trocas com o México e o Canadá de modo a responder às limitações do acordo e ao nosso défice comercial com esses dois países", acrescentou Greer, especificando que "o acordo continua a ser aplicado até à resolução destes problemas ou ao fim" da sua aplicação, previsto para daqui a 10 anos.
No início do mês, o presidente americano tinha assegurado que não tinha a intenção de renovar o acordo como está, enquanto Washington iniciou uma série de negociações bilaterais com a Cidade do México e Ottawa.
Um novo ciclo de negociações está, aliás, previsto entre os Estados Unidos e o México no dia 20 de julho, não tendo sido anunciada nenhuma nova data relativamente às negociações com o Canadá.
Na terça-feira, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum declarou, durante uma conferência de imprensa, que esperava saber se os Estados Unidos pretendiam permanecer no acordo ou não.
"Esta carta deve ser assinada antes de quarta-feira, ou seja, antes de amanhã de manhã. Eu própria já assinei a que diz respeito à posição mexicana, que é que nós queremos uma renovação por 16 anos", acrescentou Sheinbaum na mesma declaração de terça-feira.
Segundo a chefe de Estado mexicana, "o secretariado da Economia no Canadá também assinou, agora estamos apenas à espera da resposta dos Estados Unidos".
O Canadá e o México estão entre os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, mas também foram os primeiros alvos das tarifas alfandegárias impostas por Donald Trump aquando do seu regresso à Casa Branca, em janeiro de 2025.
O presidente americano acusava os dois países de não combaterem suficientemente o tráfico de fentanilo e os fluxos migratórios para o seu país, decidindo aplicar-lhes a sobretaxa como represália.
Segundo os dados da Cidade do México e de Ottawa, mais de 80% dos produtos mexicanos e canadianos exportados para a primeira economia mundial são feitos ao abrigo do ACEUM, o que os protege das tarifas alfandegárias.
Fonte: TVI






