Se costumas acompanhar os meus artigos aqui na Leak, sabes perfeitamente que a tecnologia não se esgota nos smartphones ou no hardware para PC. O entretenimento em casa está cada vez melhor, com televisões gigantes e barras de som que quase nos fazem esquecer as salas de cinema tradicionais. Para combater esta tendência e levar as pessoas de volta às salas, as grandes cadeias de exibição têm apostado tudo nos chamados formatos Premium.
Assim, se gostas de blockbusters e de grandes produções, as hipóteses que tens em cima da mesa reduzem-se quase sempre a duas siglas sonoras: Dolby ou IMAX.
Embora ambos prometam uma experiência superior ao cinema comum, a verdade é que as abordagens técnicas são completamente diferentes. A escolha ideal depende muito daquilo que valorizas mais quando te sentas na cadeira: a qualidade da imagem e do som ou o tamanho bruto do ecrã.

Se o teu foco principal for a fidelidade de imagem, cores vibrantes e um som que te faça saltar da cadeira, o Dolby Cinema é a escolha acertada. Esta tecnologia utiliza o formato Dolby Vision HDR nos seus projetores a laser, o que garante pretos profundos e um contraste que nenhuma sala normal consegue replicar. No fundo, a imagem é muito mais nítida e realista.
Além de tudo isto, no campeonato do áudio, a Dolby joga em casa. Com o sistema Dolby Atmos, o som deixa de estar limitado a canais laterais e passa a ser tratado como objetos tridimensionais espalhados por 360 graus. Tens colunas no teto, nas paredes e até os próprios assentos vibram com os graves. O som move-se contigo e coloca-te exatamente no centro da ação. Para além disso, estas salas são conhecidas pelo conforto, apostando quase sempre em poltronas reclináveis premium.

Se o que procuras é o fator choque pelo tamanho do ecrã, o IMAX continua a ser imbatível. Criado nos anos 60 para documentários de natureza, o formato evoluiu para se tornar sinónimo de ecrãs gigantes que vão do chão ao teto e de parede a parede. Quando um filme é oficialmente filmado com câmaras IMAX, o rácio de imagem expande-se (para 1.90:1 ou 1.43:1). O que significa que passas a ver até 26% mais imagem do que numa sala convencional.
No entanto, há um segredo de bastidores que muitos entusiastas fazem questão de denunciar: o fenómeno do “Liemax” (uma junção das palavras “mentira” e “IMAX”). Ou seja, com a expansão do formato, muitas salas comerciais receberam a certificação IMAX. Mas, na verdade têm ecrãs adaptados que não suportam o rácio vertical original de 1.43:1.
Pior ainda, muitas destas salas falsas utilizam projetores antigos de resolução 2K em vez do sistema IMAX a Laser em 4K ou do mítico formato em película de 70 mm. Ficas com um ecrã ligeiramente maior do que o normal, mas sem a resolução e a imersão sonora de um IMAX verdadeiro.
Fonte: Zero Zero


