A forma como a febre da Inteligência Artificial é épica. É algo que está a dar cabo dos preços de tudo o que liga à corrente. Mas… prepara-te para a machadada final. A gigante taiwanesa TSMC, a verdadeira dona e senhora da produção de chips mundial, já está a avisar os clientes que vai aumentar os preços de chips até 10%.
Assim, se achavas que a escalada de preços do hardware já tinha batido no teto, podes perfeitamente tirar o cavalinho da chuva. Quando a empresa que produz os chips para a Apple, Nvidia, AMD, Qualcomm, MediaTek e Intel decide cobrar mais caro, adivinha lá quem é que vai pagar a fatura no final do dia? Exatamente. Eu e tu.

Portanto, o plano da TSMC é passar este aumento de 5% a 10% nas linhas mais avançadas (dos 7nm para baixo), afetando diretamente os futuros computadores, portáteis e smartphones de gama alta. Mas a ganância não se fica por aí. Até as linhas de produção mais antigas e maduras, como os processos de 12nm, 16nm e 28nm usados em sensores e eletrónica de consumo geral, vão sofrer agravamentos de 10%.
Vai ficar TUDO mais caro.
E a piada não fica por aqui. Se marcas como a Apple ou a Nvidia se lembrarem de encomendar mais unidades do que o inicialmente previsto para responder à procura desmesurada, a TSMC vai aplicar uma taxa de penalização que pode chegar aos 15% em cima do aumento normal. É a lei da oferta e da procura no seu estado mais puro e cruel.
Assim, como se não bastasse ver os fabricantes de memórias (Samsung, Micron e SK Hynix) a quintuplicarem os preços da RAM e do armazenamento à pala dos centros de dados para IA, agora vem o resto pedir mais dinheiro.
Os peritos apontam que esta tempestade perfeita no mercado do hardware vai arrastar-se, pelo menos, até 2028. Toda a gente está desesperada a tentar construir infraestruturas para Inteligência Artificial. E o consumidor comum, que só quer comprar um portátil em condições ou um smartphone que não custe os olhos da cara, continua a ser tratado como dano colateral.
A grande ironia disto tudo? Esta corrida louca aos chips pode muito bem estar suportada numa bolha gigantesca. Relatórios recentes mostram que muitos dos projetos milionários de IA ainda nem sequer conseguiram provar a sua rentabilidade real no mercado.
Mas enquanto o balão não estoura, quem paga o luxo das grandes tecnológicas somos nós quando chegamos ao balcão da loja.
Fonte: Zero Zero






