Marco Silva, treinador do Benfica, na conferência de imprensa que se seguiu à derrota diante do St. Gallen (1-2), na Suíça, em jogo da primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa.
«Independentemente da qualidade que está lá e do favoritismo, teríamos de jogar muito melhor do que jogámos hoje. Com bola concordo que em alguns momentos houve alguma displicência, o querer fazer tudo a correr, poucos momentos com bola. Sabíamos que não íamos estar perfeitos hoje, temos quatro semanas [de trabalho], não há grandes milagres. Sentiu-se isso na reação à perda, não fomos uma equipa de reação rápida para ganhar no último terço. Dois aspetos: a nossa exibição, isso é claro, não jogámos ao nível que devemos independentemente das condicionantes, não jogámos suficientemente bem. A outra questão é a intensidade, cometemos alguns erros, faltou-nos arrastar jogadores. Das poucas vezes que chegámos ao último terço... temos de ter mais calma a decidir, não fazer tudo a correr. O adversário tem mais dias de preparação, não serve de desculpa. Temos de melhorar muito.»
«Impacto é o resultado de hoje. Tem de ter impacto. Se formos jogar ao nível que jogámos hoje sabemos que nos podem esperar surpresas desagradáveis. Temos de melhorar como equipa, na forma como vamos ser capazes de tirar jogadores da frente. O jogo em alguns momentos colocou-nos em termos individuais algumas questões em que não respondemos à altura. Temos de melhorar muito. Esta semana tem de chegar se queremos passar. Depois da exibição de hoje não esperem de mim que seja negativo e diga que uma semana não vai chegar para que na próxima quinta sejamos melhores.»
«Foi um misto, não me parece que tenha sido uma questão de concentração. De concentração podemos falar na forma como sofremos o segundo golo, a forma como sofremos um golo de bola parada, nisso podemos falar de concentração aliada ao cansaço. Não fomos suficientemente bons com bola para podermos explorar, depois de batermos a primeira pressão do adversário. Sudakov jogou sempre muito de costas. Tentámos dar muitos toques na bola, a bola é que tinha de andar mais e nós corrermos menos com bola. Foi isso que aconteceu, tínhamos de ter capacidade para ficarmos com bola, pausar o jogo e tentarmos levar a bola para o meio-campo ofensivo. Permitimos transições ao adversário, o jogo esteve sempre partido.»
Fonte: TVI






