Em Portugal é muito complicado manter subscrições de desporto, por isso, de certeza que não ficas admirado com o estado das coisas. Mas, quando é o próprio Miguel Almeida, CEO da NOS, a vir a público admitir sem panos quentes que a Sport TV é um autêntico “buraco financeiro” nas contas da operadora, percebes que a coisa está muito complicada.
Algo que tem de ser estranho para ti, porque a Sport TV tem uma espécie de monopólio do futebol português há vários anos. Mas, mesmo assim, o modelo ruiu, os custos dos direitos desportivos escalaram para valores absurdos e nem as operadoras já conseguem disfarçar o prejuízo.
Aliás, não é por acaso que as simulações apontem para uma “perda” de dinheiro por parte dos 3 grandes quando a centralização for em frente. Não há dinheiro para tudo e todos, e na realidade, o campeonato português é muito pouco atrativo.

Curiosamente, o líder da NOS reagiu à chegada da LiveModeTV para o Mundial de 2026 dizendo que a nova plataforma é “parcialmente concorrente, mas essencialmente complementar”.
Isto pode parecer algo muito ligeiro, mas acho que a mensagem real está “escondida”. Ou seja, acredito que estejam com algum receio daquilo que vai acontecer num futuro muito próximo. A Sport TV com menos jogos, ao preço que está, não tem futuro. Feliz ou infelizmente, com o modelo antigo, baseado apenas em publicidade, a coisa já não funciona.
O gestor chegou a dizer que, para cobrir os custos astronómicos do futebol, o consumidor vai ter de “estar disponível para pagar”.
O que significa isso? Ninguém sabe… Ainda.
Vale a pena dizer que, enquanto tudo isto acontece, a pirataria continua a crescer. Começa a ser uma pedra gigantesca na pedra do sapato destas empresas.
Ainda não sabemos. Mas uma coisa é certa: o modelo atual não funciona, a LiveModeTV provou que a coisa só vai complicar e, como tal, vai tudo mudar num futuro breve. Se para melhor ou para pior, temos de estar muito atentos.
Estes 2 anos até à centralização vão ser muito interessantes.
Fonte: Zero Zero


