Se acompanhas o meu trabalho aqui na Leak.pt, sabes perfeitamente qual é a minha posição sobre o streaming atual: as plataformas estão cada vez mais caras, o conteúdo está todo disperso e a paciência do consumidor tem limites.
Mas enquanto metade da internet anda metida em esquemas duvidosos de IPTV pirata para ver televisão, a maioria das pessoas nem sonha que existe uma alternativa completamente legal, gratuita e com milhares de canais de todo o planeta à distância de um clique. Não é preciso ser pirata para ver TV na Internet. Especialmente se não quiseres ver futebol.
Ora bem, estou a falar do projeto iptv-org, um repositório comunitário alojado no GitHub que se deu ao trabalho de fazer aquilo que deveria existir há vários anos. Ou seja, juntar num único sítio os feeds públicos e abertos de canais de televisão do mundo inteiro.

A explicação é simples. Muitas estações de televisão, desde canais de notícias regionais a emissoras estatais e temáticas de cultura ou desporto, transmitem os seus canais em sinal aberto pela internet. O problema é que esses links estão espalhados por sites estranhos, players cheios de publicidade ou aplicações proprietárias que são quase sempre horríveis.
O que a comunidade do iptv-org fez foi pegar nesses links diretos (as famosas listas em formato .m3u) e organizá-los por países, línguas e categorias. Não há cá códigos, servidores ilícitos nem mensalidades cobradas debaixo da mesa. Se o canal é aberto ao público, está na lista.
Entretanto, se é um canal pago fechado por subscrição, simplesmente não entra.
Para usares isto não precisas de ser nenhum perito em informática. Basta teres uma aplicação como o VLC, o Kodi, o IPTVSmartPlayer ou qualquer leitor de multimédia no teu telemóvel, computador ou Smart TV, e carregar o link da lista global ou apenas a lista com os canais em português.
Assim, de repente, voltas a ter aquela sensação de há vinte anos. Ligar a televisão, carregar no botão do comando e saltar de canal em canal para ver o que está a dar. Podes estar a ver notícias do outro lado do mundo, um documentário asiático sobre viagens ou um canal de música dos anos 80 sem teres de pagar mais um cêntimo por isso.
Em suma, numa altura em que o custo de vida não para de subir e as assinaturas de streaming parecem rendas de casa, saber explorar estas ferramentas gratuitas e legítimas é serviço público.
Fonte: Zero Zero





