InícioRevistaTecnologiaPuseste o ar condicionado portátil encostado à parede? Acontece isto

Puseste o ar condicionado portátil encostado à parede? Acontece isto

Comprámos um ar condicionado portátil precisamente para não termos de instalar nada. Assim chega-se a um canto, liga-se e pronto. Só que é aí que quase toda a gente comete o mesmo erro: encostá-lo à parede. E esse erro faz o aparelho gastar mais, refrescar menos e fazer mais barulho. Vamos ao que interessa e ao que tens de saber se puseste o ar condicionado portátil encostado à parede.

Deixa pelo menos uns 50 cm de espaço entre o aparelho e a parede. Não é capricho, é física simples: um ar condicionado portátil está constantemente a puxar ar da divisão e a devolver ar tratado. Se tiveres o aparelho colado à parede, a um móvel ou a qualquer obstáculo, o ar deixa de circular como deve.

E quando o fluxo de ar fica preso, começa o problema: o aparelho arrefece menos e, para compensar, tem de trabalhar mais. Mais esforço é mais consumo e mais desgaste. Ou seja, aquele encosto à parede que parece inofensivo está a sair-te caro todos os meses.

Aqui há um equilíbrio que muita gente não conhece. O ar condicionado portátil traz um tubo de exaustão — a mangueira que leva o ar quente para fora, ligada ao kit de janela. É por aí que sai todo o calor que o aparelho retira da sala.

Demasiado encostado à parede? Fica difícil manter o tubo bem posicionado, e o calor não sai como devia.
Demasiado longe da janela? O ar quente tem de percorrer uma distância grande dentro do tubo, e isso também baixa a eficiência.

O ponto certo é o meio-termo: perto o suficiente da janela para o tubo ficar curto e direito, com folga suficiente à volta para o ar circular. Simples.

A colocação é metade da história. Corrige também isto:

O grande trunfo é a conveniência: não exigem instalação a sério, montam-se num instante e podes movê-los de divisão em divisão. Para quem vive em casa arrendada, ou só precisa de refrescar um quarto, são muitas vezes a solução mais prática.

Mas é justo dizer-te o resto. Um portátil não é dos métodos mais eficientes para arrefecer um espaço, sobretudo comparado com um sistema fixo ou até com uma unidade de janela. Costumam ser mais barulhentos e podem precisar de manutenção mais frequente. Se sabes disto à partida, geres as expectativas e, com a colocação certa, tiras-lhe o máximo que ele tem para dar.

No fundo, meia dúzia de centímetros de folga e um tubo bem posto fazem a diferença entre um aparelho que refresca a sério e um que anda a queixar-se e a engordar a fatura.

 

Fonte: Zero Zero

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