Maputo, 29 Jul (AIM) – Sete dos 14 cidadãos moçambicanos vítimas de falsas promessas de emprego nas minas da República Centro-Africana (RCA) já regressaram ao País, anunciou esta terça-feira o Governo.
O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, explicou que os sete cidadãos regressaram com recursos próprios e já se encontram em território nacional.
Segundo Impissa, cinco dos repatriados estão alojados em unidades hoteleiras disponibilizadas pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), onde recebem assistência em coordenação com as instituições moçambicanas competentes.
Entretanto, os restantes sete moçambicanos permanecem na República Centro-Africana. Destes, cinco encontram-se igualmente sob assistência da OIM, enquanto dois continuam em zonas de difícil acesso, embora já tenham estabelecido contacto com as autoridades moçambicanas.
“A expectativa é que estas pessoas sejam encaminhadas para locais seguros e, posteriormente, repatriadas através dos canais diplomáticos em curso”, afirmou.
Impissa assegurou que o processo está a evoluir favoravelmente e que o Governo acompanha de perto a situação, com vista à conclusão do repatriamento de todos os cidadãos afectados.
Sobre o desabamento ocorrido recentemente no bairro dos Canecos, na cidade de Quelimane, província da Zambézia, o porta-voz do Governo disse que as autoridades locais continuam a acompanhar o caso.
Esclareceu que o assunto ainda não foi apreciado pelo Conselho de Ministros, mas garantiu que as estruturas competentes estão a avaliar as medidas necessárias.
“Os problemas têm diferentes níveis de intervenção. Enquanto houver capacidade de resposta ao nível provincial, as autoridades locais assumem a gestão da situação. O nível central intervém apenas quando essa capacidade estiver esgotada”, explicou.
Questionado sobre um navio avistado no Estreito de Ormuz a navegar sob bandeira moçambicana, Impissa considerou ilegal que uma embarcação utilize a bandeira nacional sem autorização do Estado.
Acrescentou que Moçambique é signatário de instrumentos internacionais que regulam a navegação marítima, mas manifestou preocupação com o incidente ocorrido em águas territoriais da República Islâmica do Irão.
“É lamentável que esta não seja a primeira vez que uma embarcação utilize indevidamente a bandeira de outro país”, afirmou.
Segundo o porta-voz, o Governo moçambicano pretende accionar os mecanismos internacionais competentes para apurar as circunstâncias do caso e responsabilizar os envolvidos.
(AIM)
MR/pc
Fonte: aimnews



