Segundo os visados, as notificações foram dirigidas apenas aos membros que contestam a actual direcção do partido, não abrangendo os antigos guerrilheiros desmobilizados que também participaram nas acções. Os proprietários consideram a medida selectiva e acusam a liderança da Renamo de recorrer à justiça para desencorajar novas manifestações de contestação.
O grupo sustenta que as delegações do partido pertencem a todos os seus membros e rejeita as acusações de invasão. Afirma ainda que continuará a ocupar as sedes provinciais onde ainda não está representado, alegando tratar-se de um direito legítimo dos militantes.
Os contestatários acusam igualmente a direcção liderada por Ossufo Momade de ser responsável pelos actos de vandalismo ocorridos na sede nacional, incluindo a destruição de portas e vidros, o desaparecimento de bens e agressões contra alguns membros. Segundo os dissidentes, a sua entrada nas instalações decorreu de forma pacífica, limitando-se à ocupação do espaço, sem registo de incidentes.
Os membros proprietários defendem que não existe fundamento para a acusação de invasão e apelam ao diálogo interno para a resolução da crise que afecta o partido, acusando a liderança de se recusar a promover um entendimento entre as partes.
Fonte: O País





