A verdade é que comprar o “disco” já não garante nada. Um terço dos jogos de PS5 e metade dos da Xbox já obrigam a downloads assim que são lidos.
Durante anos, quem preferia jogos em formato físico encheu o peito de orgulho, porque era diferente. Afinal de contas, ter o disco na mão significava ser o verdadeiro dono do jogo, ter a garantia de poder jogá-lo daqui a vinte anos. Ele estava ali, era meter na consola e jogar. Pois bem, lamento estragar a festa, mas essa realidade já morreu e não foi agora. Foi há vários anos.
Ou seja, um relatório recente da equipa do Does It Play trouxe a confirmação daquilo que já todos desconfiávamos. Ter o disco dentro da caixa é, muitas vezes, uma simples ilusão de ótica.
Afinal de contas, mais de um terço dos jogos lançados em disco para a PS5 e mais metade dos lançados para a Xbox Series S e X precisam obrigatoriamente de descarregar dados da Internet para funcionarem minimamente de forma aceitável.
Muitas vezes, o disco apenas tem uma licença e pouco mais. Ou seja, o conceito de “inserir e jogar” já não existe.

Infelizmente, os números não mentem e mostram um cenário lamentável para quem ainda acreditava no mercado.
Na PlayStation 5, cerca de 34% dos jogos físicos testados não estão totalmente jogáveis a partir do disco. Aliás, muitos dos jogos têm uma versão completamente desatualizada do jogo, e por isso, vêm recheados de bugs que partem o jogo ao meio, ou falta-lhes conteúdo essencial que só chega via patch de atualização. Na Xbox Series X a situação é ainda mais gritante: apenas 50% dos títulos testados estavam 100% funcionais e jogáveis sem recurso a uma ligação à rede.
A indústria passou a usar o suporte físico como uma mera “chave de licença” de plástico, e é exatamente por isso que é caro, e por isso é para acabar.
Acabas com a margem das lojas. Com as fábricas e com toda a logística de distribuição. Além disso, acabas com os mercados paralelos, e obviamente com o mundo dos usados.
O preço fica apenas e só nas mãos de quem manda na consola. Por isso, como deves imaginar, as promoções vão ser muito mais controladas, e as pechinchas cada vez mais raras.
Ainda há possibilidade de voltar atrás? Não, esquece isso. 2028 é o fim do disco. E a culpa é tua que não deste por nada disto.
Continuas a comprar jogos em disco mesmo sabendo disto ou já te rendeste ao formato digital? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.
Fonte: Zero Zero






