A FIFA, liderada por Gianni Infantino, desistiu da proposta de criar uma empresa de comercialização dos Mundiais aberta a privados. A Confederação Asiática de Futebol (AFC), que tinha chumbado o projeto, saudou a decisão do organismo do futebol mundial.
Já neste sábado a UEFA também «reclamou vitória» e apontou o dedo a Infantino.
«O futuro do futebol mundial deve ser sempre moldado através de consultas adequadas, diálogo coletivo e respeito pelas estruturas de governação estabelecidas do nosso desporto», afirmou Salman Al Khalifa, presidente da AFC.
Caso o projeto tivesse avançado, cada uma das 211 federações membros da FIFA poderia ter recebido 20 milhões de dólares no início de 2027. Vendo, assim, a sua dotação para o período de 2027 a 2030 passar de 8 para 20 milhões de dólares (de 6,93 para 17,3 milhões de euros).
Na quinta-feira, a UEFA ameaçou não participar nas próximas competições da FIFA, incluindo o Mundial 2030, coorganizado por Portugal, Espanha e Marrocos. A AFC tinha também se juntado ao organismo europeu.
Infantino, após a decisão de deixar cair por terra o projeto, afirmou que o objetivo era unir o futebol - reconhecendo que teve o efeito contrário.
«Depois de ter ouvido atentamente todos os pontos de vista, tornou-se claro que o projeto criou divisões (...), que já não servem o objetivo inicial. O nosso objetivo sempre foi, e sempre será, unir e progredir. A proposta não irá, portanto, avançar», referiu numa mensagem divulgada.
Salman Al Khalifa mostrou-se, assim, orgulhoso da postura adotada pela AFC, garantindo que sempre fará o melhor pela confederação asiática.
«Orgulho-me de que todas as nossas associações-membro se tenham mantido unidas e tenham confiado à AFC a tarefa de procurar respostas em seu nome relativamente a uma questão de imensa importância para a futura governação do futebol mundial. Agradeço-lhes pela sua paciência, solidariedade e unidade, e garanto-lhes que a AFC agirá sempre no seu melhor interesse», concluiu.
Fonte: CNN Portugal






