O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas garantiu este sábado que não recebeu qualquer pedido de ajuda, mas sabe que “há muitos portugueses” que perderam a casa e o negócio devido aos incêndios na zona de Bordéus, França.
“Acompanhamos desde o início os graves incidentes, quer em Espanha, quer em França. Não tivemos pedidos de ajuda. Estamos em contacto com os nossos serviços consulares no terreno e sabemos que há muitos portugueses que perderam as suas casas, as suas habitações, os negócios. Estamos a acompanhar em permanência”, disse Emídio Sousa.
O governante falava aos jornalistas na fronteira de Vilar Formoso, concelho de Almeida, distrito da Guarda, no decorrer da ação de sensibilização, Sécur'Été 2026 - Verão em Portugal", promovida pela associação Cap Magellan, principal e maior associação de jovens lusodescendentes em França.
“Em França, as autoridades francesas funcionam bem, a evacuação resultou, não houve feridos nem mortos portugueses, pelo menos que conheçamos, e o seguro em França é obrigatório”, afirmou.
Isto, porque, na conversa que tem tido com pessoas que foram afetadas, contou o governante, “umas perderam a casa, é terrível, mas como o seguro em França é obrigatório, elas vão ser naturalmente ressarcidas dos prejuízos”.
Para já, acrescentou, “é toda uma burocracia junto das seguradoras para terem esse retorno das perdas” existentes, nomeadamente dos cidadãos que estão na zona de Bordéus, França, a região mais afetada pelos incêndios naquele país.
“Estamos a acompanhar, vamos falando com as pessoas. O nosso cônsul geral até anda individualmente, diria, a procurar recolher opiniões e estaremos sempre disponíveis para ajudar os portugueses, embora, repito, estejamos a falar de um país desenvolvido como é a França, com seguros obrigatórios, onde a autoridade e a justiça funcionam”, reforçou.
Neste sentido, disse acreditar que “aqueles que ficaram afetados irão ser ressarcidos”.
Emídio Sousa referiu ainda que “Bordéus está a poucas horas de Portugal, de carro”, e, por isso, “as pessoas têm uma ligação permanente e quando têm que regressar, regressam” a Portugal sem terem que o fazer devido aos incêndios.
“Também temos de perceber que as pessoas têm toda a sua vida lá, familiar e profissional, portanto, porque iriam regressar? Têm é que, agora, recuperar as suas vidas e é isso que temos de ajudar”, defendeu.
Questionado sobre a forma como o Governo pode ajudar as pessoas, o governante limitou-se a dizer que “uma ajuda financeira não faz sentido”, uma vez que os seguros em França irão “indemnizar em conformidade”.
Fonte: TVI






