O arquiteto da “dobradinha” azul e branca. Depois de oferecer o golo a William Gomes em cima da meia-hora, o extremo viu a criatividade recompensada aos 38 minutos, quando um cruzamento à esquerda serviu de “meio-golo” para Froholdt. O nórdico desviou de cabeça e decidiu a final.
Além de uma assistência e duas oportunidades de golo criadas, Pepê acumulou dois dribles, fez 17 passes – em 23 tentados – venceu quatro duelos em 10 e recuperou o esférico em seis ocasiões. Não foi uma exibição sempre ligada à corrente, mas revelou-se decisivo.
Na sequência de uma perdida de Zoabi, os jogadores envolveram-se numa troca de argumentos e o guardião do FC Porto aproveitou para repreender vários colegas. A passividade na transição defensiva foi notável e o ataque não motivou apenas elogios. Há muito a limar neste FC Porto 2026/27, ainda que pouco tenha mudado no “onze” e na ideia de jogo.
Por sua vez, o Torreense terá a lamentar precipitações ofensivas e erros na construção recuada. Um desses momentos levou ao golo de Froholdt. De resto, a turma de Luís Tralhão provou ter argumentos para ser favorita à subida na II Liga e conseguir algo positivo na Liga Europa.
Victor Froholdt: para lá do golo, o nórdico passou ao lado – como a maioria dos médios. Recuperou a posse por quatro vezes, sofreu três faltas e não venceu qualquer duelo, em quatro disputados.
Kiwior: totalista e mais decisivo a partir da saída de Bednarek – ao intervalo – o central polaco acumulou seis alívios, bloqueou dois remates, conseguiu três recuperações de posse e ganhou um duelo. Ainda assim, nunca serenou, tampouco transmitiu confiança na pele de líder.
André Silva: nervoso no regresso – até porque passaram mais de 9 anos desde o último jogo pelo FC Porto – o ponta de lança não correspondeu às expectativas. Apesar do arranque positivo, com apoio aos médios e aos extremos, o avançado revelou-se ansioso no momento de entrar no último terço e rematar. Está claro que pode fazer bem mais, até ombrear com Samu pela titularidade – uma vez que é mais completo – mas neste sábado não foi eficaz e perdeu a posse por sete ocasiões, ganhou dois duelos – em seis – e desferiu dois remates.
Adriel: o guarda-redes e reforço do Torreense impediu o segundo golo do FC Porto, recuperando a posse por nove ocasiões e travando três remates. Está encontrado o titular. O brasileiro de 25 anos esteve emprestado pelo Grêmio ao AVS na última época.
Stopira: aos 38 anos, o capitão do Torreense foi inesgotável em Coimbra, acumulando três cortes e cinco alívios, ganhando todos os duelos (quatro), bloqueando dois remates e recuperando a bola em dois momentos. Um exemplo.
Javi Vázquez: em evidência no arranque da final, o lateral esquerdo do Torreense liderou a transição ofensiva, acelerando pelo corredor e visitando o meio. Conseguiu uma exibição completa, pelo que arrecadou o prémio de revelação. Bom, revelação apenas para quem não acompanha a II Liga. O espanhol assinou sete alívios, três recuperações de bola, três remates e venceu quatro duelos – em seis.
Fonte: TVI





