InícioRevistaDesportoTÃO MAU COMO…O TEMPO FRÍGIDO!

TÃO MAU COMO…O TEMPO FRÍGIDO!

Talvez presos pelo frio que se fazia sentir (15 graus Celcius), os jogadores brindaram os poucos adeptos que acorreram ao Campo do Costa do Sol com um mau espectáculo de futebol. Foi tão mau como o céu cinzento, o vento frio e chuva à mistura. O empate sem golos reflectiu a tarde desinspirada de ambos contendores.

DOMÍNIO SEM PROVEITO

Na condição de equipa da casa e candidata a conquistar os três pontos, os “canarinhos” até entraram a jogar ao ataque. Pretendiam adiantar-se no marcador, tal como tinha acontecido na ronda passada, diante do Ferroviário de Nacala. A estratégia até teria funcionado se o árbitro tivesse assinalado, aos 12 minutos, uma grande penalidade por mão de Mabote. O facto é que o árbitro deixou jogar, perante os protestos da equipa da casa, e perdeu-se um lance potencial de golo.

O Costa do Sol era a equipa com maior domínio e a única que procurava chegar ao golo, mas não estava muito inspirada. Falhava muitos passes. Só aos 15 minutos efectuou o primeiro remate à baliza, por Terrence, mas sem grandes problemas para Acácio, o que espelha bem a falta de argumentos para “furar” a defesa adversária, bem comandada por Agenor.

Aliás, contra todas as expectativas, foi o Ferroviário de Nampula a criar o primeiro sinal de verdadeiro perigo. Na cobrança de um livre directo, Nazir pôs à prova os reflexos de Armando, que teve de se esticar para “socar” a bola para canto. Na sequência, através de um canto curto, Chelito “invadiu” a área e procurou assistir Rafik. Na tentativa de cortar, Amadou quase fazia um autogolo. Mais uma vez, valeu a atenção de Armando.

Esta jogada despertou a turma da casa, já que, na resposta, os comandados de Horácio Gonçalves protagonizaram finalmente a primeira jogada de golo. Terrence, o mais inconformado, endossou a bola para Mbulu que, na “passada”, rematou forte para uma defesa difícil de Acácio. De resto, foi a única jogada digna de registo, muito pouco para quem pretendia sair ao intervalo a vencer.

Apesar de a tarde ir arrefecendo ainda mais, o jogo continuava “morno” e os jogadores pareciam não estar dispostos a aquecer. Muitos passes falhados e más recepções de bola, talvez também devido ao piso molhado, mas nada justificava tão mau futebol. Não se via uma jogada com princípio, meio e fim.

Motivo pelo qual só aos 67 minutos (23 da segunda parte) é que uma das equipas conseguiu criar apuros junto a uma das balizas, graças a um remate de longe. Karim, médio do Costa do Sol, procurou dar um “abanão” no jogo com um estupendo remate, que só não deu golo devido à ainda mais espectacular defesa de Acácio.

Este lance catapultou a turma da casa para o ataque e, um minuto depois, foi Mbulu a ficar perto do golo, mas Acácio, que saiu “tocado” no lance, evitou o pior.

Diga-se, em abono da verdade, que a etapa complementar, apesar de ter sido dominada pelo Costa do Sol, que teve maior posse de bola, apresentou um futebol ainda mais pobre do que o visto nos primeiros 45 minutos.

Em suma, um Costa do Sol a querer assumir o jogo, mas sem saber o que fazer quando tinha a bola nos pés e, por outro lado, um Ferroviário de Nampula a defender “com unhas e dentes” a igualdade.

O árbitro do encontro, Berton Lifiando, cometeu um erro crasso ao não assinalar uma grande penalidade a favor da equipa da casa.

Fonte: Jornaldesafio

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