InícioRevistaDesportoNOVOS CASOS DE VIOLÊNCIA NO MOÇAMBOLA ALARMAM

NOVOS CASOS DE VIOLÊNCIA NO MOÇAMBOLA ALARMAM

Um novo e gravíssimo episódio de violência nos campos de futebol, protagonizado pelos adeptos do Ferroviário de Nacala, eclodiu segunda-feira passada, no dia em que os “locomotivas” da cidade portuária receberam a Black Bulls para a 15.ª jornada do Moçambola-2026.

O caso está relacionado com a alegada arbitragem tendenciosa do zambeziano Nélson Valdez, num jogo polêmico e que teve várias interrupções. O momento mais delicado registou-se já em minutos de compensação, num lance em que há um entendimento, nas hostes do Ferroviário de Nacala, de que a bola, na posse do seu atleta na grande área, não tinha atravessado a linha limite do rectângulo do jogo quando Nélson Valdez apitou indicando para a marcação do pontapé de baliza.  

O lance foi seguido por arremesso de pedras e outros objectos para o rectângulo do jogo, ferindo os intervenientes na partida.

O facto foi antecedido de outros incidentes de dimensão também preocupante registados em Pemba, no jogo entre o Baía local e o Maxaquene, para a 14.ª jornada, e em Tete, na partida envolvendo a União Desportiva do Songo e a Associação Desportiva de Vilankulo, também para a 15.ª jornada.

Tanto em Pemba, assim como no Songo, os actos de violência contra os árbitros foram, de acordo com fontes autorizadas, promovidos por dirigentes e treinadores e resultaram em tumultos.    

CASO COM CONTORNOS CRIMINAIS

O caso de Nacala é o primeiro de dimensão com contornos criminais no Moçambola-2026 e acontece numa região com histórico de violência. O campo do Desportivo de Nacala, rival do Ferroviário local e despromovido do Moçambola, já foi interditado por situações semelhantes.

O recente acto foi veementemente condenado por diversas instituições ligadas ao futebol e do desporto, no geral, e vozes autorizadas, começando pela própria Direcção do Ferroviário de Nacala, que emitiu uma nota repudiando o comportamento dos adeptos do emblema verde e branco e prometendo maior vigilância para que casos idênticos não se repitam.

O presidente dos “locomotivas”, Adilson Libório, que foi punido pelo Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol, afirma ter “feito tudo para travar os tumultos”. Numa primeira ocasião, que ditou a interrupção da partida, ainda na etapa inicial do jogo, diz ter descido da tribuna de honra “para acalmar os ânimos dos adeptos”. Fez novamente o mesmo na segunda ocasião, já na etapa complementar do jogo (72 minutos), e conseguiu outra vez controlar a situação, o que não aconteceu já perto do final da partida, quando a violência ficou incontrolável.

Fonte: Jornaldesafio

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Ténis: Gastão Elias termina carreira no Lisboa Belém Open

0
Gastão Elias anunciou que vai terminar a carreira profissional no torneio Lisboa Belém Open, que decorre entre 19 a 25 de outubro no Clube Internacional...
- Advertisment -spot_img