A Oppo esteve muito bem durante toda a geração de 2026. O Find X9 Pro é um absurdo de telemóvel, e ainda tivemos a oportunidade de experimantar o Find X9 Ultra, o primeiro smartphone com o atrevimento de ir além dos preços que a Samsung e Apple metem em cima da mesa.
Mas, nem tudo se faz de gama “Find”, também existe uma gama “Reno”, que é onde a Oppo tenta levar muitos dos detalhes que fazem de um smartphone algo premium, para uma gama de preços mais em conta. O problema é… A gama Reno continua demasiado cara para ter sucesso sem campanhas ou pontos em cima.
Os telemóveis são bons, apenas são demasiado caros. Para gastar 1000€ num Reno, prefiro muito mais um Find X9 Pro.

Ao pegar no Oppo Reno 16 Pro, a primeira sensação é de que temos um telefone encorpado. Com 8,4 mm de espessura e laterais retas em alumínio, afasta-se da tendência dos telemóveis ultrafinos e aposta na solidez. E ainda bem que assim é. Acho mais importante ter bateria e robustez, do que algo mais fino só porque sim. Especialmente nos tempos que correm, em que 99% das pessoas vão meter uma capa e uma película de vidro.
Entretanto, temos certificação IP68/IP69K contra água e poeira, o nível máximo de resistência que podes exigir num smartphone. O que é sempre importante.

O ecrã OLED de 6,32 polegadas tem uma taxa de atualização de 144Hz e uma resolução superior a 1080p. As cores são equilibradas e o brilho em exteriores é competente para ler tudo ao sol sem andar a fazer fita com as mãos para ter sombra.
Na lateral, a Oppo decidiu incluir o “Snap Key”, um botão personalizável que podes configurar para ligar a lanterna, tirar capturas de ecrã ou colocar o telemóvel no silêncio de forma rápida. É um pormenor prático e que devia existir em mais marcas. Apesar de nunca ser altamente elogiado por ninguém.

No interior, a Oppo preferiu não pagar o balúrdio que a Qualcomm exige pelos chips Snapdragon mais recentes. Como tal, optou pelo MediaTek Dimensity 8550 Super. Para não entrarmos em pormenores técnicos aborrecidos sobre pontuações sintéticas, o resumo é simples… O telemóvel é rápido, corre jogos pesados como o Fortnite sem se engasgar e cumpre com distinção todas as tarefas do dia a dia.
Não é isso que se quer?
No entanto, quando exigimos desempenho máximo continuado, o processador sofre com algum estrangulamento térmico (throttling), algo normal quando se foge das gamas mais altas, onde podemos encontrar as melhores soluções de refrigeração. Mas, pelo menos no meu caso, nunca notei tal coisa a não ser em viagens longas no carro com Android Auto ligado.
A nível de software, temos o Android 16 sob a velhinha camada ColorOS. Infelizmente, a marca continua a insistir em trazer aplicações pré-instaladas perfeitamente dispensáveis (como o AliExpress e a Temu) e duas aplicações de IA focadas no bem-estar mental que pouco ou nada acrescentam ao utilizador comum. Felizmente, dá para apagar tudo em dois segundos.
Os Reno são caros, porque a aposta na fotografia continua MUITO alta.











Se há área onde este Reno 16 Pro não desilude é na fotografia. A marca decidiu não encher o módulo traseiro com sensores inúteis de 2 megapíxeis só para fazer número e montou um trio muito sério:
As fotografias noturnas retêm bom detalhe sem transformarem a noite em dia de forma artificial. A câmara frontal de 50 MP também se destaca positiva e claramente da média, oferecendo três ângulos de visão digitais ótimos para selfies individuais ou em grupo.
A única chatice real no processo fotográfico é o tempo que o processador demora a renderizar a imagem final na galeria após o disparo. Mas, não é por aí que a porca torce o rabo.
A ficha técnica promete mundos e fundos: uma bateria gigantesca de 6700 mAh desenvolvida com tecnologia de silício-carbono. A Oppo é uma das únicas fabricante a apostar a sério na tecnologia, sem grandes problemas de pagar as taxas e taxinhas no transporte.
Mas, a capacidade da bateria no dia-a-dia não é impressia quanto os números parecem fazer crer. Há espaço para alguma otimização.
Ainda assim, o aparelho aguenta facilmente 1 dia de uso intenso, que é o que se pede num aparelho poderoso como este.
No lado do carregamento, é fácil ir dos 0% aos 100% em qualquer coisa como 1 hora. Porém, não há carregamento sem fios, algo que já deveria de existir nesta gama de preços.
É exatamente aquela que deixei em cima. O Reno é um bom smartphone, não há dúvidas disso. Mas, para pagar este tipo de valor, prefiro comprar um Find X9 Pro que é muito mais smartphone que este reno.
Fonte: Zero Zero






