Resumo
A antiga diretora da Academia do Benfica na Ucrânia, Maria Krivopishina, foi detida pela Interpol em Montenegro, suspeita da morte de uma criança de dez anos num acampamento de jovens futebolistas em Kiev, em 2023. Acusada de violações das medidas de segurança, foi confirmado por exames forenses que o jovem faleceu afogado num lago de nove metros de profundidade, sem supervisão adequada. Os pais não obtiveram resposta da administração do acampamento no dia do incidente e souberam da morte do filho pelas autoridades. Krivopishina fugiu do país após ser notificada como suspeita, mas a sua extradição foi ordenada pelo tribunal montenegrino. O procurador-geral ucraniano destacou a importância de responsabilizar os envolvidos na segurança das crianças em acampamentos, sublinhando que fugir para o estrangeiro não elimina a responsabilidade perante a justiça.
«Este caso é uma questão de princípio para mim. Quando me reuni com os pais do rapaz falecido, prometi-lhes que os responsáveis pela sua morte seriam levados à justiça. Quando uma criança está hospedada num acampamento, os adultos assumem a responsabilidade pela vida e segurança dessa criança. Não de forma formal, mas na realidade, todos os dias e a cada minuto. Os pais confiam a estas instituições o que têm de mais precioso. E se essa confiança foi traída, o Estado é obrigado a apurar o papel de todos os que eram responsáveis por garantir a segurança da criança. Fugir para o estrangeiro não elimina a responsabilidade. Nenhum país e nenhuma fronteira devem tornar-se um meio para escapar à justiça», pode ler-se.
Maria Krivopishina é suspeita da morte de uma criança de dez anos num acampamento de jovens futebolistas. O incidente aconteceu em 2023, em Kiev. Desde então, Krivopishina surgia numa lista de busca internacional. A antiga diretora da Academia do Benfica na Ucrânia não estava no país natal desde que foi notificada como suspeita da investigação, depois do tribunal montenegrino ter ordenado a sua extradição.
Maria Krivopishina é acusada de violações grosseiras das medidas de segurança, algo que mais tarde foi confirmado por exames forenses.
O trágico desfecho deu-se quando o treinador levou os jovens futebolistas a nadar num lago com nove metros de profundidade e deixou-os sem qualquer supervisão. Ivan Goncharuk, jovem que acabou por falecer, não sabia nadar e afogou-se. Os pais do jovem ligaram para a administração do acampamento no próprio dia, mas não obtiveram qualquer resposta e acabaram por saber da morte do filho pelas autoridades. De acordo com a investigação, este não é um caso isolado do treinador, uma vez que já havia sido acusado de abandono.
Fonte: TVI






