Resumo
Um sistema de "autoestrada inteligente" está a ser testado nos EUA como alternativa ao alargamento de estradas para combater engarrafamentos. O projeto, implementado numa parte da Interstate 15 na Califórnia, controla o fluxo de veículos em tempo real através de sensores e software, decidindo quando e a que velocidade os veículos entram na autoestrada. O objetivo é evitar congestionamentos e proporcionar um fluxo consistente de tráfego. O sistema, que não utiliza Inteligência Artificial, custou 33 milhões de dólares e terá uma duração de dois anos. Caso os resultados sejam positivos, a tecnologia poderá ser expandida para outros pontos de congestionamento na Califórnia. Experiências semelhantes na Austrália e no Colorado mostraram reduções significativas nos tempos de viagem.
Em vez de alargar estradas, a solução para os engarrafamentos poderá passar por um sistema de sensores e software que regula o fluxo de veículos em tempo real. Pelo menos, é este o conceito de "autoestrada inteligente" que está a ser testado pelos norte-americanos.
Quem já ficou preso numa autoestrada congestionada reconhece a frustração de ver o velocímetro parado no zero enquanto o tempo avança.
Na Califórnia, num troço de apenas 13 quilómetros da Interstate 15, em Temecula, uma viagem que devia demorar menos de 10 minutos podia facilmente transformar-se num pesadelo de até 45 minutos durante a hora de ponta.
A solução clássica, que é alargar a estrada, implicaria custos e anos de obras. Por isso, a Riverside County Transportation Commission (RCTC) noutra estratégia.
No início deste mês, a comissão lançou oficialmente o projeto-piloto da chamada "autoestrada inteligente" num troço de cerca de 13 quilómetros nas faixas em sentido norte da Interstate 15.
O sistema controla três rampas de acesso, através de um algoritmo que decide, em tempo real, quando e a que velocidade os veículos podem entrar na autoestrada.
Ao contrário dos semáforos tradicionais de acesso, que funcionam em ciclos fixos de poucos segundos, aqui os condutores podem esperar até quatro ou mais minutos antes de receberem luz verde.
O objetivo é espaçar a entrada de veículos por forma a evitar o típico para-arranca.
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Apesar do automatismo, o porta-voz da comissão, David Knudsen, fez questão de esclarecer um ponto importante: o sistema não utiliza Inteligência Artificial (IA).
Em vez disso, recorre a sensores avançados instalados na via que monitorizam as condições do trânsito em tempo real e ajustam o comportamento das rampas em conformidade.
A intenção é criar um fluxo consistente de tráfego no sistema de autoestradas, e o controlo de entrada coordenado entre as três rampas vai ajudar a conseguir isso.
Explicou David Knudsen.
O projeto custou 33 milhões de dólares e terá uma duração de dois anos. Se os resultados forem positivos, a tecnologia poderá ser expandida a outros pontos de congestionamento no condado de Riverside e, eventualmente, noutros locais da Califórnia.
Segundo Knudsen, "este sistema é muito menos dispendioso do que tentar construir novas faixas".
Este não é o primeiro ensaio deste género. A Austrália implementou tecnologia semelhante em 2020, com resultados bastante animadores, nomeadamente a redução dos tempos de viagem entre 35% e 65%.
Nos Estados Unidos, o Colorado testou uma solução parecida na Interstate 25, em Denver, e registou melhorias de cerca de 20% nos tempos de deslocação, um resultado suficientemente convincente para expandir o sistema a outras autoestradas do estado.
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Fonte: Pplware






