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Benfica-Barcelona, 4-5 Destaques do Benfica: Carreras e Pavlidis gloriosos em noite sem glória

Grandes exibições do lateral espanhol e do avançado grego, acompanhados por Otamendi, Schjelderup, Florentino ou Aursnes

Trubin (6) — Com grande defesa, evitou que Gavi, isolado, marcasse. Sofreu dois golos de penálti (atirou-se sempre para o lado direito e Lewandowski atirou para o contrário), pouco mais poderia fazer nos de Eric García e no último de Raphinha. Mas fica ligado a momento de tremendo infelicidade. Na reposição de uma bola chutou contra a cabeça de Raphinha e a bola acabou na baliza. De resto intervenções seguras a remates de Yamal (2’), Koundé (49’) e Pedri (64’).

Tomás Araújo (6) — Extraordinário passe longo a lançar Carreras, que depois assistiu Pavlidis (2’). Dez minutos depois falhou a entrada para fazer um corte sobre Baldé e cometeu penálti. Sentiu-se algum nervosismo até ao final da primeira parte. Mas recuperaria na segunda com alguns cortes e participou no lance perigoso aos 90+1, servindo Amdouni que depois isolou Di María.

António Silva (6) — Se anulou muitos lances do ataque do Barça, bem posicionado e com boa leitura, também cometeu alguns erros, como quando demorou a libertar a bola e originou lance de perigo (45+1’) adversário ou quando, nas suas costas, Eric García cabeceou para o quarto golo.

Otamendi (8) — Foi, uma vez mais, o líder nos maiores momentos de resistência. Somou cortes atrás de cortes, sem cerimónias, sem olhar se à frente estava Lewandowski ou outro qualquer. No relvado ou pelo ar impôs o físico e a lei. É de um passe longo de Otamendi que nasce o choque entre Szczesny e Baldé na origem do segundo golo de Pavlidis.

Carreras (8) — Carregado de confiança e força, conduziu muitos ataques com bola, deixando para trás adversários para criar as melhores oportunidades do Benfica. Quase perfeito na marcação a Yamal, mas cometeu falta sobre o compatriota para penálti. Antes tinha oferecido o golo a Pavlidis (2’) e um recital à Luz.

Akturkoglu (6) — Passou muito tempo a correr para trás, na perseguição a Baldé. Dois lances importantes quando pôde correr para a frente — foi buscar o passe de Otamendi que obrigou ao choque entre Szczesny e Baldé no lance do segundo golo do Benfica e foi derrubado por Szczesny na área para penálti que Pavlidis converteu. Ofensivamente, pouco mais, apenas um centro aos 26’.

Florentino (7) — Foi obrigado a correr muito para cortar linhas de passe e para cortar passes. Jogo muito exigente fisicamente, tanto tentava pressionar Pedri na saída de bola como andava mais atrás a desarmar Gavi. Por vezes pareceu haver mais que um Florentino em campo.

Kokçu (6) — Desgastou-se muito ao lado de Florentino, sem tempo e espaço para pensar ou executar. Falhou alguns passes na saída para o ataque, aos 45+1’ perdeu bola à entrada da área depois de receber de Florentino um passe à queima. Andou mais atrás dos jogadores do Barça que o contrário.

Schjelderup (7) — Aos 7’, depois de receber de Pavlidis, obrigou Szczesny a defender. Aos 33’ arrancou com a bola, passou por Casadó, rematou contra Ronald Araújo e a bola acabou nas mãos de Szczesny, aos 36’ só foi travado em falta por Gavi num contra-ataque, aos 54’ isolou Aursnes com grande passe, aos 66’ voltou a ser derrubado num contra-ataque, agora, por Koundé, que também viou amarelo, aos 68’ cruzou para Ronald Araújo fazer autogolo. Foi sempre uma das poucas soluções para o Benfica sair a jogar para o ataque com qualidade. Saiu, por Di María, aos 71’, esgotado.

Aursnes (7) — Ajudou Pavlidis na primeira linha de pressão, sobretudo sobre Cubarsí. Falhou finalização (6’) depois de cruzamento perfeito de Carreras, tocou para Akturkoglu no lance do penálti e deu-se aos companheiros para o Benfica esticar o jogo. Aos 54’ isolado por Schjelderup rematou sem força, Cubarsí cortou. Saiu muito desgastado aos 61’ por Leandro Barreiro.

Leandro Barreiro (5) — Foi desempenhar as funções de Aursnes, numa altura em que a equipa estava mais recuada e não tinha o ponto de referência de pressão. Não estava muito longe quando Eric García cabeceou para o quarto. E foi o protagonista do lance polémico mesmo no final, queixando-se de penálti.

Bah (4) — Entrou aos 71’ para o lugar de Akturkoglu, mas foi mais lateral-direito quando o Benfica passou a jogar com três centrais. Com pouca influência positiva no ataque, tentou defender-se… a defender.

Di María (4) — Teve nos pés o 5-4. Aos 90+1’, isolado por Amdouni, rematou para a defesa de Szczesny. Foi jogar na esquerda e teve mais um lance significativo — cruzamento para a área do Barça aos 90+6’ que acabou no golo da vitória dos catalães.

Rollheiser (5) — Substituiu Kokçu aos 80’ e foi médio-interior esquerdo. Andou a defender, mas teve a capacidade ainda de lançar Tomás Araújo para o lance que acabaria com Di María na cara de Szczesny.

Amdouni (6) — Dez minutos em campo, no lugar de Pavlidis, com muito esforço defensivo. Isolou Di María aos 90+1’ e ainda cortou um remate de Yamal na área aos 89’.

Fonte: A Bola

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