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Hollard confirma aquisição total da Global Alliance, inaugura nova era de consolidação e tendência do sector segurador em Moçambique

 

Destaques:

A aquisição integral da Global Alliance Seguros pela Hollard Moçambique representa mais do que um movimento empresarial estratégico: marca o início de uma nova fase para o mercado segurador moçambicano, caracterizada pela consolidação de operadores, aposta na inovação e expansão para segmentos tradicionalmente desprotegidos, como a agricultura familiar e os fundos de pensões complementares.

Anunciada publicamente a 1 de Abril, a transacção foi formalizada a 28 de Junho de 2024, com a devida aprovação da Autoridade Reguladora de Seguros (ARC) em Outubro do mesmo ano.

 A operação culmina na integração total das operações da Global Alliance nas estruturas da Hollard, num processo que se estenderá por 18 meses e que visa unificar equipas, processos e sistemas.

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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">“Esta aquisição não é apenas uma fusão de carteiras – é um compromisso com a inovação, o serviço ao cliente e o crescimento a longo prazo”, afirmou o CEO da Hollard Moçambique, Henri Mittermayer, durante o anúncio.

A seguradora pretende, com esta integração, expandir a sua base de clientes, desenvolver produtos adaptados à realidade nacional e modernizar as suas operações com recurso a plataformas digitais.

Com uma quota de 16,5% em 2023, a Hollard já liderava o mercado nacional. A incorporação do portefólio diversificado da Global Alliance – que actuava em ramos como vida, acidentes, automóveis, marítimos, transportes e responsabilidade civil – posiciona a Hollard para servir desde segurados individuais até grandes empresas nos sectores da energia, mineração, agricultura e infra-estruturas.

Contudo, a ambição da Hollard vai além da dimensão empresarial. Segundo Israel Muchena, Gestor da Hollard Agri, a seguradora está comprometida com a expansão da protecção social e da inclusão financeira no país.

 “Neste momento, a Hollard assegura apenas cerca de 30 mil agricultores – menos de 1% do universo agrícola em Moçambique”, referiu Muchena. Com o acesso a novos canais de distribuição proporcionado pela aquisição, a empresa pretende alcançar mais pequenos produtores e promover a resiliência agrícola através de seguros contra riscos climáticos, como a seca.

A aposta da seguradora inclui ainda o uso de tecnologias digitais. Em 2024, a empresa lançou uma plataforma que permite o registo de agricultores em zonas rurais através de agrocomerciantes. “Capacitámos já 30 agentes comerciais que integram o seguro agrícola nas suas vendas de insumos, tornando o acesso ao seguro mais directo e eficiente”, destacou Muchena.

Outro domínio de expansão será o dos fundos de pensões complementares, uma área com enorme potencial em Moçambique. Actualmente, menos de 1% da população está coberta por este tipo de instrumento. A Hollard já obteve autorização para actuar neste segmento e vê nesta nova fase uma oportunidade para ampliar o acesso à segurança financeira no longo prazo.

Apesar da expansão e do reforço de liderança, o desafio estrutural permanece: a penetração do seguro em Moçambique ronda os 2%, muito aquém de países vizinhos que superam os 5%. A Hollard reconhece que o crescimento exige mais do que fusões – implica desenvolver produtos desenhados à medida dos segmentos desprotegidos, melhorar a literacia financeira e usar a tecnologia como facilitador do acesso.

“Quando falamos de inovação, falamos de criar sistemas que permitam chegar aos grupos que hoje estão fora do radar. A Hollard lidera o desenvolvimento de produtos que respondem às necessidades reais da população moçambicana e das pequenas e médias empresas”, sublinhou Muchena.

Ao que pudemos apurar, esta aquisição da Global Alliance pela Hollard não é apenas uma jogada de consolidação empresarial. Representa um passo ambicioso da Hollard para redefinir os contornos da protecção social, da inclusão financeira e da modernização do sector segurador moçambicano.

Fonte: O Económico

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