InícioRevistaSociedadeCabo Delgado: Meluco exige aceleração da reabilitação de infra-estruturas econômicas e sociais

Cabo Delgado: Meluco exige aceleração da reabilitação de infra-estruturas econômicas e sociais

Resumo

População de Meluco, em Cabo Delgado, apela à aceleração da construção e reabilitação de infraestruturas essenciais para o regresso das famílias deslocadas pelo terrorismo, incluindo estradas, energia, água, saúde e formação profissional. Durante a visita do Presidente Daniel Chapo, líderes comunitários indicaram que 75% da população deslocada já regressou, retomando atividades agrícolas. No entanto, é crucial melhorar acesso a serviços básicos, como estradas e eletricidade, expandir a cobertura de telemóveis e melhorar o abastecimento de água. Residentes pedem mais medicamentos nos hospitais, uma instituição bancária, escola técnico-profissional e regularidade nos pagamentos a idosos. Presidente salienta que o desenvolvimento requer paz e estabilidade, anunciando a gratuidade do Bilhete de Identidade até dezembro. A população destaca o papel do Fundo de Desenvolvimento Económico Local e apela ao reforço do financiamento para iniciativas produtivas.

Maputo, 30 Jun (AIM) – A população do distrito de Meluco, na província de Cabo Delgado, zona norte, apelou hoje à aceleração da construção e reabilitação de infra-estruturas sociais e económicas, consideradas essenciais para consolidar a actividade produtiva e sustentar o regresso das famílias deslocadas pelo terrorismo.

Das infra-estruturas críticas apontam-se estradas, energia electrica, água, comunicações, saúde e formação profissional.

A posição foi manifestada durante um comício popular orientado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, no segundo dia da sua visita de trabalho à província de Cabo Delgado.

Segundo líderes comunitários, cerca de 75 por cento da população que abandonou o distrito devido ao terrorismo já regressou às suas zonas de origem, retomando gradualmente as actividades agrícolas e de subsistência.

Apesar dos avanços, os residentes defenderam que a recuperação do distrito depende da melhoria das condições de acesso aos serviços básicos e do reforço das infra-estruturas económicas.

Uma das maiores preocupações é a reabilitação da estrada que liga Meluco a Nguia e Montepuez, considerada fundamental para facilitar a circulação de pessoas e o escoamento da produção agrícola.

A população pediu igualmente a expansão da rede eléctrica para localidades ainda não abrangidas, o reforço da cobertura de telefonia móvel nas zonas rurais e a melhoria do abastecimento de água na sede distrital e nas comunidades periféricas.

No sector da saúde, os residentes solicitaram o reforço do abastecimento de medicamentos e da capacidade de resposta das unidades sanitárias, lamentando que, com frequência, os doentes sejam obrigados a adquirir medicamentos fora do hospital.

“Quando vamos ao hospital, muitas vezes só recebemos receitas para comprar medicamentos”, referiu um participante do comício.

Os intervenientes defenderam ainda a instalação de uma instituição bancária no distrito e a criação de uma escola técnico-profissional para responder às necessidades de formação da juventude.

Na área social, apelaram à melhoria da cobertura e da regularidade do pagamento do subsídio básico aos idosos, manifestando preocupação com atrasos e exclusões de beneficiários.

A população enalteceu igualmente o papel do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), defendendo a continuidade e o reforço do financiamento de iniciativas produtivas dirigidas aos jovens e às comunidades.

Na ocasião, o Presidente da República afirmou que o desenvolvimento é um processo gradual, condicionado pela consolidação da paz e da estabilidade.

“O desenvolvimento é como uma pessoa: não nasce no mesmo dia com dentes e andar. Vamos fazendo uma coisa de cada vez”, declarou.

Daniel Chapo anunciou ainda que a emissão do Bilhete de Identidade será gratuita até Dezembro deste ano, apelando à população para aproveitar a medida.

A visita a Meluco, distrito que não recebia um Chefe do Estado há cerca de sete anos, ficou marcada por uma forte mobilização popular e por reiterados apelos à aceleração do desenvolvimento local.

(AIM)
NL/pc

 

Fonte: aimnews

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