Resumo
A Primeira-Dama da República de Moçambique, Gueta Chapo, visitou o Terminal de Transportes Interprovincial de Maputo para expressar solidariedade às vítimas de xenofobia na África do Sul. Chapo interagiu com as famílias afetadas, transmitindo uma mensagem de conforto, esperança e união, destacando a importância da solidariedade num momento de crise. Enfatizou a necessidade de apoio contínuo às vítimas, especialmente crianças, mulheres, idosos e pessoas com deficiência, apelando à participação de todos na ajuda humanitária. A Primeira-Dama entregou bens essenciais às famílias e reforçou o compromisso do seu gabinete em continuar a apoiar e promover iniciativas de solidariedade para aqueles afetados pela xenofobia.
Num ambiente marcado pela emoção, Gueta Chapo percorreu o centro de acolhimento, conversou com famílias afectadas, ouviu relatos de sofrimento e procurou levar uma mensagem de conforto, esperança e encorajamento às pessoas que enfrentam um dos momentos mais difíceis das suas vidas.
Dirigindo-se às vítimas, a Primeira-Dama afirmou que a dor vivida por estas famílias deve ser partilhada por todos os moçambicanos, defendendo que a resposta à crise deve assentar na unidade, na fraternidade e no amor ao próximo.
“Somos todos irmãos. Somos moçambicanos, somos africanos. Estamos aqui movidos pelo amor ao próximo, para dizer-vos que não estão sozinhos e que todo o povo moçambicano está convosco neste momento difícil”, declarou.
Na ocasião, enalteceu o trabalho desenvolvido pelas autoridades, voluntários e organizações envolvidas na assistência humanitária, reconhecendo o esforço de todos os que, desde o início da crise, têm prestado apoio material e emocional às famílias afectadas.
Apesar desse empenho, considerou que a dimensão da situação exige uma mobilização ainda maior da sociedade, apelando à participação de cidadãos, organizações da sociedade civil, comunidades religiosas, sector privado e jovens para reforçarem a corrente de solidariedade.
“Estamos aqui para dar o nosso conforto e o nosso amparo. Como moçambicanos, devemos estar sempre prontos e disponíveis para servir. Cada gesto de solidariedade representa uma mensagem de esperança para quem perdeu a tranquilidade e procura recomeçar”, afirmou.
Durante a visita, a Primeira-Dama manifestou especial preocupação com a situação das crianças, mulheres, idosos e pessoas com deficiência acolhidas na Junta, defendendo uma assistência cada vez mais humanizada e capaz de responder às necessidades específicas destes grupos mais vulneráveis.
Num apelo à consciência colectiva, incentivou cada cidadão a contribuir com o que estiver ao seu alcance para aliviar o sofrimento das vítimas.
“Não precisamos esperar por grandes recursos para ajudar. Podemos preparar uma sopa, trazer uma refeição quente, oferecer leite, chá ou outros bens essenciais. O importante é que aqueles que hoje aqui se encontram sintam o carinho, a solidariedade e o abraço de todos os moçambicanos”, apelou.
Gueta Selemane Chapo reiterou que servir o próximo constitui um dever moral e um compromisso de toda a sociedade, sobretudo em momentos de adversidade.
“Todos nós somos chamados a servir de forma verdadeira. É nos momentos difíceis que mostramos a força da nossa união e da nossa solidariedade. Que ninguém fique indiferente ao sofrimento do seu irmão”, sublinhou.
A visita terminou com a entrega de bens de primeira necessidade às famílias acolhidas no Terminal da Junta, gesto que simbolizou o compromisso do Gabinete da Primeira-Dama de continuar a acompanhar a situação e a promover iniciativas de assistência e solidariedade em benefício das vítimas dos actos de xenofobia.
Fonte: aimnews






