Resumo
O Cine-Teatro Scala em Moçambique presta homenagem a Malangatana Valente Ngwenya com o ciclo “Malangatana: Do Grito da Luta ao Brilho do Legado”, exibindo obras que exploram a vida e obra do artista. Ontem, foram exibidos os documentários “No Trilho de Malangatana: Do Legado à Memória” e “Pensar Alto”, destacando a influência de Malangatana na cultura moçambicana. Hoje, a programação inclui “A Imagem Interior” e “Labirintos da Alma”, seguidos de “Malangatana Contador de Histórias”, filme proibido durante o período colonial. O ciclo apresenta sete filmes, documentários e obras de ficção, revelando a obra e pensamento do artista. A iniciativa é da Fundação Malangatana Valente Ngwenya e da Associação Cultural Scala, empenhadas em preservar o legado do artista moçambicano.
O Cine-Teatro Scala tem sido palco, ao longo desta semana, de uma homenagem ao universo criativo e ao legado de Malangatana Valente Ngwenya, uma das maiores referências das artes moçambicanas. No âmbito do ciclo “Malangatana: Do Grito da Luta ao Brilho do Legado”, estão a ser exibidas obras que exploram diferentes dimensões da sua vida, obra e pensamento.
Ontem, o público teve oportunidade de assistir a uma sessão dupla composta pelo documentário “No Trilho de Malangatana: Do Legado à Memória”, de Maria de Lurdes Macedo, seguido de “Pensar Alto”, de Rodrigo Gonçalves. Ambas as produções oferecem um olhar sensível sobre o percurso do artista, destacando a sua influência na cultura moçambicana.
Hoje, a programação continua com a exibição de “A Imagem Interior” e “Labirintos da Alma”, ambos realizados por Sol de Carvalho, a partir das 17h00, numa iniciativa de entrada gratuita. Os filmes convidam o público a revisitar o legado humano e artístico de Malangatana, celebrando a força criativa que marcou a sua carreira.
O ciclo inclui ainda a rara obra de ficção “Malangatana Contador de Histórias”, realizada por Joaquim Lopes Barbosa e recuperada por Karin Monteiro, que conta com a participação do próprio Malangatana. Produzido durante o período colonial, o filme foi proibido antes da Revolução de 25 de Abril de 1974 e nunca estreou comercialmente, permanecendo praticamente desconhecido do grande público.
A programação completa reúne sete filmes, entre documentários e obras de ficção, incluindo também “Ngwenha, o Crocodilo”, de Isabel Noronha, e “Malangatana (Homelands)”, de Adrian Pennink para a BBC, oferecendo um panorama abrangente da obra e do pensamento de uma figura central da cultura moçambicana.
A iniciativa é promovida pela Fundação Malangatana Valente Ngwenya, em parceria com a Associação Cultural Scala, reafirmando o compromisso de preservar e divulgar a memória e o legado de um dos maiores artistas do país.





