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Os ataques ucranianos às refinarias da Rússia estão a provocar uma escassez de combustível sem precedentes no país, com filas intermináveis nas bombas e preços da gasolina que já ultrapassaram, em certos momentos, os praticados nos Estados Unidos e na Europa. Neste cenário, milhares de russos estão a converter os seus carros para funcionarem a GPL.
A guerra entre a Rússia e a Ucrânia tem tido um impacto direto naquilo que, à partida, poderia parecer distante do campo de batalha: o abastecimento de combustível dos automobilistas russos.
Uma série de ataques ucranianos a refinarias espalhadas pelo território russo tem vindo a reduzir a capacidade de produção de gasolina no país, gerando escassez a nível nacional.
O resultado é notório nas estações de serviço, vendo-se filas longas, stocks limitados e preços que, em algumas regiões, já superaram os valores praticados na Europa e nos Estados Unidos, um cenário pouco habitual para um dos maiores produtores de petróleo do mundo.
Perante esta pressão, muitos russos estão a recorrer a uma solução que, na verdade, já fazia parte da cultura automóvel do país: o Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), usado sob a forma de propano ou butano.
Mesmo antes da atual crise, a Rússia já era o maior consumidor mundial deste combustível para uso automóvel, com cerca de 3,5 milhões de toneladas métricas gastas apenas em 2024, segundo a World Liquid Gas Association.
De acordo com dados oficiais russos, citados pela Reuters, o combustível automóvel representou 54% de todo o consumo de GPL no país no ano passado.
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p id="caption-attachment-1128534" class="wp-caption-text">Técnicos trabalham no centro automóvel da Garant Gaz, a instalar sistemas de GPL em veículos, em Moscovo, na Rússia, a 2 de julho de 2026. Crédito: Ramil Sitdikov/
Com a gasolina cada vez mais cara e difícil de encontrar, a procura por conversões para GPL disparou. Empresas especializadas neste tipo de adaptação estão a ser assoberbadas de pedidos.
De acordo com Egor Popov, responsável pela Garant-Gas, em Moscovo, a procura "multiplicou", ao ponto de já ter lista de espera até setembro.
Já Sergei Medvedev, da Medvedev GBO, revela números impressionantes: "Tivemos 276 chamadas num só dia, mas só conseguimos processar entre 30 a 40."
Sem filas, com preços 50% a dois terços mais baixos do que a gasolina nas bombas.
Disse Medvedev, enumerando as vantagens do GPL.
Além da questão da disponibilidade, o GPL tem outro trunfo a seu favor: é uma opção e menos poluente. O butano e o propano são subprodutos do processamento de gás natural e da refinação de petróleo, e a sua queima gera menos emissões do que a gasolina convencional.
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Fonte: Pplware



