InícioRevistaDesportoCristiano Ronaldo 9 e espaço para dois 8. Marcou, superou Eusébio e...

Cristiano Ronaldo 9 e espaço para dois 8. Marcou, superou Eusébio e já cede livres: esta é a 7.ª vida de CR7 (as notas dos jogadores do Portugal)

Resumo

Diogo Costa teve uma tarde tranquila após ser campeão nacional pelo FC Porto, com destaque para o golaço anulado do Uzbequistão. João Cancelo foi esclarecido e empenhado, saindo ao intervalo para entrar Nélson Semedo. Rúben Dias trouxe solidez à defesa portuguesa, apesar do jogo fácil contra o Uzbequistão. Renato Veiga teve momentos instáveis e viu um cartão amarelo. Nuno Mendes destacou-se na defesa e marcou um golo de livre. Vitinha foi o metrónomo da equipa, enquanto João Neves esteve presente tanto a destruir como a construir jogo.

Diogo Costa - 6

Desta vez não houve sobressaltos. Diogo Costa teve finalmente a tranquila tarde que merece depois de ter sido campeão nacional pelo FC Porto. A única surpresa foi mesmo o golaço de Ganiev que entrou lá no lugar onde a coruja dorme, mas o lance acabou por ser anulado por falta uzbeque sobre Cancelo. Em suma, pouco trabalho e seguríssimo quando, esporadicamente, foi chamado a intervir.

João Cancelo - 7

Foi um dos mais esclarecidos e empenhados a mudar o rumo de Portugal neste Mundial 2026 desde o apito inicial. Cancelo manteve o estilo a que já todos estamos habituados, pautado por assertividade na defesa e envolvimentos constantes no flanco direito. Acabou por sair ao intervalo para entrar Nélson Semedo, mas ainda foi a tempo de assistir para o primeiro do jogo.

Rúben Dias - 6

O patrão da defesa das quinas voltou. Rúben Dias trouxe de volta a solidez e organização à linha recuada das quinas, permitindo a Vitinha e João Neves procurar espaços mais avançados no campo. Contudo, perante um Uzbequistão que está muito distante da elite mundial, o trabalho foi pouco e o que houve foi sempre de resolução fácil.

Renato Veiga - 5

Há um lance, ao minuto 36, que fica na memória do jogo: Renato Veiga deixa uma bola perdida bater na relva à sua frente, tenta o cabeceamento e acaba por ver a bola a passar-lhe por cima. Foi o elemento da defesa portuguesa que mais instabilidade transmitiu aos colegas, a Roberto Martínez e aos adeptos. O defesa-central viu ainda a cartolina amarela ao minuto 68, numa falta sem grande sentido quase no meio-campo.

Nuno Mendes - 8

Depois de ter jogado menos de meia-hora na preparação e de ter saído ao intervalo frente à RD Congo, Nuno Mendes fez um jogo completo, naquilo que parece ter sido uma tentativa de Martínez de testar os seus índices físicos, porque, caso contrário, talvez tivesse feito mais sentido descansar o melhor defesa esquerdo do mundo para o jogo com a Colômbia. Quanto ao que aconteceu dentro de campo, Nuno Mendes foi exímio a defender, decisivo no ataque e acabou por marcar um golo de livre, o 2-0 de Portugal, quando todos os presentes pareciam acreditar que ia ser Cristiano Ronaldo a bater. Houve ainda momento para um calafrio quando, após entrada dura de Karimov, existiu um audível "ahh" de Nuno Mendes na transmissão televisiva. Para descanso de 10 milhões - agora até já sabemos que afinal somos mais de 11 -, acabou por mão ser nada.

Vitinha - 7

O pequeno grande Vitinha subiu um pouco mais no terreno em relação ao primeiro jogo e, inevitavelmente, voltou a ser o metrónomo da Seleção nacional. Pautou o jogo, tocou mais de um total de 100 vezes na bola e fez 98 passes - falhou apenas três. O médio saiu ao minuto 82 para a entrada de Rafael Leão.

João Neves - 7

Se Vitinha definiu os tempos da Seleção, João Neves esteve nas cordas, nos instrumentos de sopro e ainda deu uma perninha no piano. Destrói quando é preciso destruir, constrói quando o jogo mais precisa e está recorrentemente disponível para chegar à área adversária. Para além de tudo, teve uma eficácia de passe de 96%. Só faltou o golo desta vez, mas fica a dúvida: o que é que este menino não sabe fazer?

Bruno Fernandes - 8

Bruno Fernandes entrou com uma missão: três pontos a qualquer custo. Tal como tem vindo a acontecer no Man. United e aconteceu noutra vida em Alvalade, o já eterno 8 agigante-se face à tormenta. O médio entrou muito bem em campo, foi um dos mais inconformados com o estado de sítio desde o apito inicial e acabou por galvanizar a vitória que Portugal tanto precisava. Ao minuto 39, foi dos pés de Bruno Fernandes que saiu o passe teleguiado para a desmarcação de Cristiano Ronaldo que culminou no 3-0 e no segundo golo de CR7. O camisola 8 teve ainda influência no quarto golo português ao bater o canto na direita que acabou por se transformar no autogolo de Nematov, após muita confusão junto ao primeiro poste.

Pedro Neto - 5

O extremo do Chelsea esteve algo ausente do jogo frente ao Uzbequistão. Pedro Neto entrou para o flanco direito e não foi o agitador que tem vindo a ser no lado oposto. Não esteve envolvido em nenhuma oportunidade de golo e acabou por sair ao intervalo para entrada de Francisco Conceição.

João Félix - 6

Martínez fez a vontade às muitas vozes que pediam a entrada de Félix no onze titular. O avançado de Al-Nassr demonstrou rasgos de imprevisibilidade que mexeram com o jogo, mas inevitavelmente a bola saiu sempre uns centímetros para lá da barra. De destacar o remate do meio da rua aos 46’ que apanhou tudo e todos de surpresa e passou efetivamente perto da barra. Saiu ao minuto 63 para dar o lugar a Francisco Trincão.

Cristiano Ronaldo - 9

Disseram que estava na hora de dar lugar aos mais novos, que a velocidade já não era a mesma, que saltar para lá do que parece fisicamente possível já não era possível, mas parece que esta terça-feira a manhã foi de nevoeiro e Cristiano Ronaldo voltou das arábias. Nas notas do jogo com a RD Congo teorizámos se, depois de D. Sebastião, o povo luso iria ficar eternamente à espera de outro alguém que não mais voltaria. CR7 voltou - o próprio o garante! Esta pode muito bem ser a sétima vida do astro nacional, portanto, fica um conselho: aproveite cada instante porque esta era não se vai repetir.

Ao minuto 4, ainda chegou atrasado ao cruzamento na esquerda de Nuno Mendes, mas dois minutos depois, após mais um soberbo cruzamento de Cancelo, a bola só parou lá dentro. Houve o já tradicional 'Siiii!', mas, talvez mais importante, todos festejaram, abraçados ao capitão, unidos e sem exceção. Ronaldo bisou com uma magistral oferenda em forma de passe em desmarcação de Bruno Fernandes. No meio de tudo isto, Cristiano Ronaldo já leva 10 golos em fases finais de mundiais, ultrapassou o registo de Eusébio e tornou-se no primeiro jogador a marcar em seis fases finais consecutivas do campeonato do mundo. De realçar ainda o livre estudado aos 57', em que Bruno deixou o ponta de lança da Seleção na cara do guarda-redes uzbeque e, aos 90+5', Nuno Mendes deixou novamente CR7 à beira do hat-trick; em ambas as circunstâncias a finalização poderia ter sido melhor. Cristiano Ronaldo voltou, mas ainda há espaço para melhorar e provar a todos nós que a idade é só um número.

Nélson Semedo - 6

Nélson Semedo entrou bem em jogo. Esteve certinho defensivamente e, no ataque, foi ele quem iniciou a jogada que dá o 5-0, de Rafael Leão.

Francisco Conceição - 5

Se contra a RD Congo Francisco Conceição mereceu elogios por ter sido o jogador que criou as principais oportunidades de golo, esta terça-feira entrou apático em campo. No domingo, disse que não queria ser conhecido apenas como o "espalha-brasas" e parece que o fogo se apagou. Conceição foi um mera sombra em termos de irreverência, atitude e capacidade de agitar o jogo daquilo que já nos mostrou. Parece que gosta mais quando é difícil.

Francisco Trincão - 5

Francisco Trincão entrou para o lugar de Félix, mas para ocupar mais o espaço atrás de Cristiano Ronaldo. Estreou-se na fase final de um Mundial, mas teve pouco interferência no resultado final.

Bernardo Silva - 4

Bernardo Silva voltou a ficar à parte dos demais. Entrou, desta vez para o meio-campo, mas a história acabou por ser a mesma. Em 15 minutos, tocou 20 vezes na bola, fez 19 passes com eficácia de 100%, mas destes apenas quatro passes ocorreram no último terço do campo. O camisola 10 precisa de voltar a ter maior preponderância na equipa.

Rafael Leão - 7

O extremo do AC Milan entrou com vontade de agitar desde o primeiro minuto em campo e acabou mesmo por ser o autor do 5-0. Contudo, aos 90+4', à um lance que deve fazer soar alertas. Após sofrer uma entrada perto da linha lateral, Leão empurrou o adversário uzbeque. Depois do que aconteceu no jogo frente ao Chile, o avançado português devia começar a ter mais calma, porque agora passou a ser reincidente.

Roberto Martínez - 6

Quanto ao selecionador nacional, Rúben Dias e João Félix foram alterações que trouxeram mais à equipa em quase todos os setores. Com Dias, João Neves e Vitinha puderam subir mais, o que consequentemente levou Bruno Fernandes para mais perto de Cristiano Ronaldo. Félix também se demonstrou mais influente do que Bernardo Silva tinha sido no jogo com a RD Congo. Contudo, Martínez pecou nas substituições. Nuno Mendes, com o seu historial de lesões, importância na equipa e com o jogo resolvido ao intervalo, deveria ter saído mais cedo e sido poupado para o encontro com a Colômbia. E o mesmo se pode dizer sobre os outros dois bicampeões europeus, Vitinha e João Neves. De lembrar que estes três jogadores fizeram mais de 60 jogos este ano, praticamente não tiveram férias por causa do Mundial de Clubes e, no ano anterior, já tinham também feito mais jogos do que qualquer outro jogador no futebol europeu.

Fonte: CNN Portugal

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Mapa topográfico 3D mostrando o Estreito de Ormuz entre o Irã e Omã.

ONU ajuda a evacuar milhares de marinheiros do Estreito de Ormuz

0
A Organização Marítima Internacional (OMI) lançou um plano para retirar mais de 11 mil marinheiros de embarcações no Golfo Pérsico, onde estão desde o conflito...
- Advertisment -spot_img