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"Não ouviram nunca uma palavra contra a imigração". Ministra da Saúde garante que não culpa imigrantes

Resumo

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esclareceu que não culpou os imigrantes pelo aumento de utentes sem médico de família, mas defendeu uma entrada em Portugal "de outra maneira". Destacou a importância de integrar os imigrantes na saúde, salientando a necessidade de cuidados de saúde adequados. Desde que assumiu funções, mais de 300 mil utentes receberam médico de família, mas reconheceu que atribuir a todos os residentes não será fácil nem rápido. O Governo mantém a ambição de garantir médico de família a todos e sublinhou a importância de receber os imigrantes com regras e humanismo.

A ministra da Saúde afirmou esta terça-feira que não culpou “de maneira nenhuma” os imigrantes pelo aumento do número de utentes sem médico de família, mas considerou que a entrada em Portugal tem de ser feita “de outra maneira”.

“Não culpei, de maneira nenhuma, não ouviram nunca uma palavra contra a imigração, não ouviram nenhuma palavra contra o facto de as pessoas que nós recebemos para viverem em Portugal e para fazerem parte daquilo que é a nossa vida não acederem ao Serviço Nacional de Saúde e aos cuidados de que precisam”, referiu Ana Paula Martins aos jornalistas em Vila Nova de Famalicão, no final da inauguração de uma unidade de saúde familiar.

Ana Paula Martins reagia, assim, às críticas de que foi alvo na sequência de uma intervenção no Congresso do PSD, no sábado, em que reivindicou ter aumentado o número de médicos de família em Portugal, mas em que também falou nos efeitos da pressão migratória no setor da saúde.

“As circunstâncias que vivemos, com o aumento populacional brusco - causado pelo acolhimento de imigrantes que entraram no país sem regras e sem humanismo, a que acresce a existência de redes organizadas que se aproveitam da bondade da democracia e de negócios ilegais assentes nas ineficiências dos sistemas de saúde de outros países -, fazem com que o esforço e o sucesso que temos tido no aumento do número de médicos de família pareça não existir. Mas esse aumento existe, é real e vai continuar a ser real nos próximos meses”, defendeu, no congresso.

Esta terça-feira, a ministra disse ter “alguma dificuldade” em perceber que médicos e administradores hospitalares “não reconheçam que temos uma alteração demográfica importante” e que essa alteração demográfica “aconteceu num espaço de tempo muito curto”.

Sublinhou que Portugal precisa “destas pessoas”, mas “com regras e com humanismo”.

“Não basta receber, temos de integrar as pessoas e na saúde temos de lhes dar cuidados de saúde. Muitos destes imigrantes que chegam até nós são pessoas que vêm procurar uma vida melhor, que são muito importantes para a economia portuguesa (…), mas precisamos de ampliar a nossa oferta para as poder receber condignamente”, acrescentou.

Ana Paula Martins adiantou que, desde que chegou ao Governo, já foi atribuído médico de família a mais de 300 mil utentes.

Apontou que dar médico de família a todos os residentes em Portugal “não vai ser fácil nem rápido”, mas o Governo não vai, nem pode, “perder essa ambição”.

“Não vamos desistir”, garantiu.

 

Fonte: TVI

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