O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, desafiou esta sexta-feira as universidades a liderarem a transformação digital, formando profissionais inovadores e a converterem conhecimento em soluções capazes de impulsionar a independência económica e o desenvolvimento sustentável do país.
“Queremos universidades que sejam protagonistas desta transformação. Universidades que desenvolvam soluções digitais para os problemas nacionais e que formem jovens preparados para a economia digital”, disse Daniel Chapo, durante a cerimónia de graduação da Universidade Lúrio (UniLúrio), realizada em Sanga, na província do Niassa, norte do país.
Para Chapo, as universidades devem utilizar a inteligência artificial para melhorar o ensino, a investigação, a saúde, a agricultura, a gestão pública e a prestação de serviços aos moçambicanos, apostando na produção de conhecimento capaz de ajudar o país a alcançar a sua independência económica.
“Precisamos de formar engenheiros que desenhem soluções para que os nossos problemas de energia e infraestruturas sejam resolvidos. Precisamos de agrónomos e investigadores que aumentem a produtividade agrícola no seio das nossas comunidades e reduzam a nossa dependência alimentar”, referiu Chapo, numa chamada aos esforços das instituições de ensino para permitirem reverter a realidade atual do país.
Segundo o chefe de Estado, o país não precisa apenas de graduados, mas de “solucionadores de problemas”.
“E esta universidade é a universidade que queremos. Uma universidade que não apenas explique os problemas de Moçambique, mas que ajude a resolvê-los”, acrescentou.
Aos graduados, o Presidente moçambicano pediu que colocassem em prática o conhecimento adquirido para resolver os problemas do país e contribuir para a conquista da independência económica e para a construção de um Moçambique mais próspero e justo.
“O conhecimento deve entrar nas machambas [campos agrícolas], nas empresas, nos hospitais, nas escolas, nas instituições públicas e nos laboratórios e transformar-se em inovação, em produção, em indústria, em emprego, em empreendedorismo, em dignidade e em independência económica do nosso país”, acrescentou Chapo.
O chefe do Estado participou também na cerimónia militar de encerramento do 31.º Curso de Comandos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), na província de Nampula, também norte do país, em que defendeu a aposta na modernização urgente das forças face ao ambiente de segurança cada vez mais “complexo e imprevisível”, com as grandes organizações de crimes a apostarem na utilização de drones, sistemas de vigilância, inteligência artificial, comunicações seguras, meios de observação, armamento moderno.
“Por isso, continuaremos apostando no investimento nas Forças de Defesa e Segurança e em especial as FADM, com vista a acelerarmos a modernização das nossas forças com a urgência que o momento nos exige”, garantiu Chapo, explicando que a medida não significa apenas adquirir equipamentos, mas também formar homens e mulheres com a necessária capacidade de operar estes equipamentos.
“Significa desenvolver doutrina própria e investir na inteligência militar, fortalecer a logística e reforçar a capacidade de comando”, acrescentou o Presidente da República, pedindo às forças presentes no combate ao terrorismo para que sejam “firmes e bravos”, para permitir o retorno das populações às comunidades.
Fonte: Observador




