Resumo
A seleção francesa, uma das favoritas ao Mundial, enfrenta desafios na gestão de egos, como a ausência de Mbappé na conferência de antevisão do jogo com o Senegal. Deschamps justificou a decisão com a preocupação em proteger os jogadores do desgaste das viagens. O selecionador aponta a Espanha como favorita para o Mundial 2026, destacando a renovação da equipa francesa. França e Senegal reencontram-se 24 anos depois do último confronto em fases finais do Campeonato do Mundo de futebol, onde os senegaleses venceram por 1-0 em 2002.
Só que esse sucesso traz consigo desafios, sobretudo no que toca à gestão de tantos egos, o que faz com que cada decisão seja escrutinada até ao ínfimo pormenor. Até a de quem faz a antevisão dos jogos ao lado do selecionador, Didier Deschamps.
Era esperado que o capitão Kylian Mbappé falasse aos jornalistas, esta segunda-feira, no lançamento do duelo com o Senegal da próxima terça-feira (20h00), no arranque do Grupo I, só que no seu lugar surgiu N’Golo Kanté, um dos vice-capitães dos Bleus.
A imprensa francesa avançou como explicação para a ausência de Mbappé a renitência de Deschamps em ver o avançado do Real Madrid perder algumas horas em viagens entre o centro de estágio da seleção francesa e MetLife Stadium, em Nova Jérsia, palco do jogo com o Senegal e onde se realizou a conferência de antevisão.
Com algum humor à mistura, o selecionador gaulês lançou uma explicação alternativa. E irónica. «Estou aqui para proteger os meus jogadores. Com o tempo que se perde em viagens… Quando saí do hotel, só tinha três jogadores acordados. E eu sei que o N’Golo era um deles», disse, entre sorrisos.
Mais a sério, Didier Deschamps insistiu que o primeiro jogo de um Mundial «é muito importante para todas as seleções», mas não decisivo. «Afinal, o último campeão do mundo perdeu no primeiro jogo», acrescentou, em alusão à surpresa protagonizada pela Arábia Saudita frente à Argentina, há quatro anos, no Qatar.
Sobre os favoritos à conquista do Mundial 2026, o selecionador francês coloca a Espanha acima dos demais.
«Obviamente, a França tem um grande potencial, mas o caminho vai ser longo. Há também uma renovação, com jogadores de grande qualidade que vão disputar o seu primeiro Mundial. Não vou dizer que a França tem uma equipa mais forte do que as outras, mas a grande favorita é a Espanha. Disso não tenho dúvidas», referiu.
França e Senegal reencontram-se em fases finais do Campeonato do Mundo de futebol, 24 anos depois de a seleção africana ter derrotado os gauleses, por 1-0, no arranque do Mundial 2002.
Fonte: TVI





