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Dólar Oscila com Expectativas de Descompressão na Guerra com o Irão

[ai_summary timestamp="10/03/2026 às 13:38" summary="Declarações de Donald Trump sobre possível fim do conflito com o Irão aliviam tensões nos mercados, levando euro e libra a recuperar. O dólar oscilou após sinais de descompressão geopolítica, com o euro a subir para 1,1630 dólares e a libra a avançar face ao dólar. A subida dos preços do petróleo devido ao conflito influenciou a dinâmica cambial, mas a possibilidade de resolução do conflito levou a ajustes nos mercados. Analistas alertam para a incerteza do cenário, com a política monetária nos EUA a continuar a ser um factor crucial. Dados recentes do mercado de trabalho norte-americano sugerem enfraquecimento, alimentando expectativas de cortes nas taxas de juro pela Reserva Federal. Mercados operam entre esperança e cautela, com investidores atentos a possíveis reviravoltas nos próximos dias."]
Declarações de Trump sobre possível fim do conflito aliviam tensões nos mercados e levam euro e libra a recuperar

Esperanças de descompressão geopolítica agitam mercados cambiais

O dólar norte-americano registou fortes oscilações nos mercados internacionais depois de sinais políticos sugerirem a possibilidade de uma descompressão no conflito envolvendo o Irão.

As expectativas surgiram após declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou que a guerra contra o Irão estaria “muito avançada” no sentido da sua conclusão, numa avaliação transmitida em entrevista à CBS.

As declarações contribuíram para aliviar receios de um conflito prolongado capaz de perturbar o fornecimento global de energia e comprometer o crescimento económico mundial.

Euro e libra recuperam após mínimos recentes

Após ter registado ganhos significativos no início da sessão  impulsionado pela procura por activos de refúgio o dólar acabou por perder força ao longo do dia.

O euro recuperou cerca de 0,1%, para 1,1630 dólares, depois de ter tocado anteriormente um mínimo de mais de três meses nos 1,1505 dólares.

A libra esterlina seguiu trajectória semelhante, revertendo perdas e avançando igualmente cerca de 0,1% face à moeda norte-americana.

O dólar também recuou ligeiramente em relação ao iene japonês, depois de ter atingido um máximo de seis semanas durante a sessão.

Petróleo continua a influenciar dinâmica cambial

Nos últimos dias, o conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão provocou forte turbulência nos mercados energéticos, levando a uma subida acentuada dos preços do petróleo.

A valorização da energia tem contribuído para reforçar a procura pelo dólar, tradicionalmente considerado um activo de refúgio em momentos de incerteza geopolítica.

No entanto, com o surgimento de sinais de possível descompressão do conflito, os mercados começaram a ajustar posições, provocando um movimento de recuo da moeda norte-americana.

Mercados operam entre esperança e cautela

Apesar do alívio momentâneo, analistas alertam que o cenário permanece altamente incerto.

Marc Chandler, estratega-chefe de mercado da Bannockburn Global Forex, afirmou que os investidores estão actualmente a negociar com base em expectativas de resolução do conflito, mas sublinhou que a situação permanece imprevisível.

Segundo o analista, caso as esperanças de um fim rápido da guerra se revelem infundadas, os mercados poderão assistir a novas reversões bruscas nos próximos dias.

Política monetária continua no radar dos investidores

Ao mesmo tempo, a evolução da política monetária nos Estados Unidos continua a desempenhar um papel determinante na trajectória do dólar.

Dados recentes do mercado de trabalho norte-americano mostraram sinais de enfraquecimento, o que chegou a alimentar expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal.

<

p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Contudo, essas expectativas foram parcialmente revistas nos últimos dias. Actualmente, os mercados antecipam cerca de 41 pontos base de cortes nas taxas até ao final do ano, abaixo das previsões superiores a 55 pontos base registadas no final de Fevereiro.

Fonte: O Económico

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