InícioRevistaInternacionalEstados Unidos e Irã retomam ofensivas agravando crise no Estreito de Ormuz

Estados Unidos e Irã retomam ofensivas agravando crise no Estreito de Ormuz

Embarcações comerciais e marinheiros continuam sob o fogo cruzado no Estreito de Ormuz, em meio à escalada do confronto entre Estados Unidos e Irã.

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, OMI, Arsenio Domínguez, condenou os ataques dos últimos dois dias contra navios que circulavam na região.

Fim do cessar-fogo

Em nota emitida, nesta quarta-feira, ele disse que esses “ataques imprudentes” colocaram novamente marinheiros inocentes em grave perigo, em “circunstâncias geopolíticas além do controle deles”.

Segundo agências de notícias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o cessar-fogo com o Irã "acabou", após uma sequência de bombardeios realizados por ambas as partes nos últimos dias.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o Comando Central dos Estados Unido, informou que as Forças Armadas americanas concluíram uma nova rodada de ataques contra o Irã, atingindo mais de 80 alvos. Uma retaliação a ações iranianas contra três navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. 

O Irã condenou a operação, classificando-a como uma violação do Memorando de Entendimento entre os dois países, e prometeu reagir. 

Um voluntário da Sociedade do Crescente Vermelho do Irã, usando um capacete vermelho e uma máscara facial, consola uma mulher angustiada em meio aos escombros em Teerã, no Irã.

IRCS
Uma voluntária da Sociedade da Cruz Vermelha Iraniana consola uma mulher após um ataque com míssil (arquivo)

Evacuação incompleta

Arsenio Domínguez afirmou que os ataques “intensificam ainda mais o medo, a incerteza e a tensão psicológica”. 

Ele informou ao Conselho da OMI que um plano de evacuação iniciado no final de junho permitiu retirar com sucesso 136 embarcações e cerca de 2,9 mil marinheiros que estavam presos no Estreito de Ormuz. 

O plano de evacuação utilizou rotas alternativas, pois a principal via de navegação se tornou insegura devido a minas marítimas. 

A operação foi posteriormente suspensa, após a deterioração das condições de segurança, deixando cerca de 6 mil marinheiros ainda retidos na região.

A OMI apela a todos os países envolvidos para que exerçam a máxima contenção, desescalem a situação e facilitem a partida segura dos navios ainda presos no Golfo Pérsico. 

Fonte: ONU

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