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FMI, Banco Mundial e Agência de Energia unem-se contra impactos energéticos da guerra

Resumo

Banco Mundial, FMI e AIE alertam para os impactos negativos da guerra no Oriente Médio, incluindo escassez de energia e aumento dos preços dos alimentos. As instituições concordaram em formar um grupo de coordenação para lidar com os transtornos na região, destacando que os preços do petróleo, gás e fertilizantes estão mais altos. A escassez afeta desproporcionalmente os importadores de energia e países de baixa renda. A guerra também afeta as cadeias de suprimentos globais e o turismo. Propõem avaliar os impactos e coordenar uma resposta, incluindo aconselhamento político e apoio financeiro. O objetivo é salvaguardar a estabilidade econômica global, reforçar a segurança energética e apoiar a recuperação económica dos países afetados.

A guerra no Oriente Médio e os impactos energéticos negativos levaram o Banco Mundial, o Fundo Monetário International, FMI, e a Agência Internacional de Energia, AIE, a emitirem um alerta conjunto sobre a resposta adequada à crise.*

Em comunicado, as três instituições concordaram em formar um grupo de coordenação para lidar com os transtornos à vida e aos meios de subsistência na região. O conflito desencadeou uma escassez de oferta, considerada uma das maiores da história, do mercado global de energia. 

Alta no preço dos alimentos

Segundo as três instituições, o impacto é substancial, global e altamente assimétrico, afetando desproporcionalmente os importadores de energia, em particular os países de baixa renda. 

Carros carregados com bagagens e pertences esperam em uma fila no ponto de fronteira de Masnaa, no Líbano, enquanto as pessoas fogem do conflito e dos bombardeios israelenses para atravessar para a Síria.
© Acnur

O alerta ressalta que os preços do petróleo, do gás e de fertilizantes já estão mais altos, o que também está gerando preocupações com os preços dos alimentos. 

O documento destaca que as cadeias de suprimentos globais — incluindo as de hélio, fosfato, alumínio e outras commodities — estão sendo afetadas, assim como o turismo devido às interrupções de voos em importantes centros do Golfo. 

As preocupações com as expectativas de inflação aumentam a perspectiva de políticas monetárias mais restritivas e crescimento mais fraco.

Impactos indiretos

O Banco Mundial, o FMI e a AIE lembram que os efeitos são maiores para os países mais expostos aos impactos indiretos da guerra e para aqueles que enfrentam um espaço político mais limitado e níveis mais elevados de endividamento. 

O grupo propõe avaliar a gravidade dos impactos em países e regiões por meio do compartilhamento coordenado de dados sobre mercados e preços de energia, fluxos comerciais, pressões fiscais e de balanço de pagamentos, tendências de inflação, restrições à exportação de commodities essenciais e interrupções na cadeia de suprimentos.

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Em segundo lugar: coordenar um mecanismo de resposta que pode incluir: aconselhamento político direcionado, avaliação das necessidades potenciais de financiamento e provisão de apoio financeiro relacionado e uso de ferramentas de mitigação de riscos, conforme apropriado.

Apoio coordenado

Por último, as três organizações prometem mobilizar as partes interessadas relevantes, incluindo outros parceiros multilaterais, regionais e bilaterais, para fornecer um apoio coordenado e eficiente aos países necessitados.

A proposta é salvaguardar a estabilidade econômica e financeira global, reforçar a segurança energética e apoiar os países e as populações afetadas no seu caminho para uma recuperação sustentada, crescimento e criação de emprego através de reformas.

*Com informações do Banco Mundial, FMI e AIE.

Fonte: ONU

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