InícioSaúdeFrança notifica primeiro caso de ebola em médico que retornava de viagem

França notifica primeiro caso de ebola em médico que retornava de viagem

Resumo

O Ministério da Saúde da França confirmou o primeiro caso de ebola no país, um médico que regressou de missão na República Democrática do Congo. O governo francês está a investigar e a monitorizar contactos do médico infetado, com risco de contágio considerado baixo. Enquanto isso, o Programa Mundial de Alimentos expande operações na RD Congo devido à insegurança alimentar e deslocamentos, que podem dificultar medidas sanitárias. Registam-se novos casos de ebola em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul, onde a fome atinge níveis críticos. O WFP apoia mais de 1,2 milhão de pessoas no leste do país, mas enfrenta falta de financiamento e violência armada para manter a ajuda humanitária.

O Ministério da Saúde da França confirmou o primeiro caso positivo de ebola no país. 

Segundo agências de notícias, trata-se de um médico que retornava de uma missão humanitária na província de Ituri, na República Democrática do Congo.

Risco baixo de contágio 

O governo francês iniciou uma investigação epidemiológica para rastrear as pessoas que tiveram contato com o médico infectado.

Elas serão monitoradas e deverão cumprir um isolamento domiciliar de 21 dias, tempo estimado para a incubação do vírus.

Apesar do caso, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, Ecdc, avaliou que o risco de infecção para a população permanece muito baixo.

Uma profissional de saúde, vestindo um traje de proteção completo, examina uma criança que está sendo segurada por um cuidador em um centro de tratamento em Beni, na República Democrática do Congo.
© UNICEF/Vincent Tremeau
Um profissional de saúde examina uma criança possivelmente infectada com o vírus ebola, que está sendo carregada nas costas de um cuidador, no Centro de Tratamento do Ebola em Beni, província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo.

Insegurança alimentar na RD Congo

O Programa Mundial de Alimentos, WFP, anunciou a expansão emergencial de suas operações de assistência alimentar, logística e suporte em telecomunicações na RD Congo. 

De acordo com a agência, sem apoio financeiro e operacional, a insegurança alimentar e os deslocamentos podem inviabilizar o cumprimento das medidas sanitárias recomendadas pelas autoridades.

Atualmente, novos casos de ebola continuam sendo registrados em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul.

Essas regiões enfrentam níveis de fome classificados como crise ou pior (Fase IPC 3+) e emergência alimentar absoluta (Fase IPC 4), segundo dados do WFP. 

O diretor da agência na RD Congo, David Stevenson, enfatizou que a crise não pode ser contida apenas com tratamentos médicos: quando as pessoas estão com fome, elas se movem para encontrar comida, trabalho e segurança, e esses deslocamentos tornam o controle do contágio mais difícil. 

Apoio logístico e nutricional

Até o momento, o WFP está prestando suporte logístico e nutricional direto a mais de 1,2 milhão de pessoas no leste do país. 

Falta de verba e violência armada são os principais obstáculos para o prosseguimento da assistência da agência, que depende da doação de US$ 286 milhões para manter a ajuda humanitária na alimentação.

Fonte: ONU

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