InícioRevistaCulturaFUNDAÇÃO FERNANDO LEITE COUTO ACOLHE INSTALAÇÃO AMBIENTAL DE SUE BEJARANO

FUNDAÇÃO FERNANDO LEITE COUTO ACOLHE INSTALAÇÃO AMBIENTAL DE SUE BEJARANO

Resumo

A artista equatoriana Sue Bejarano apresenta a instalação "Dez Primaveras" na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, convidando à reflexão sobre o consumo e o impacto ambiental. Com 520 flores feitas de garrafas plásticas reutilizadas, cada flor representa uma semana de vida humana, simbolizando a quantidade de plástico consumida por uma pessoa ao longo de dez anos. A obra destaca a relação entre o ser humano, o tempo e a natureza, promovendo a consciencialização ecológica. Sue Bejarano transforma resíduos em peças visuais e simbólicas, incentivando uma nova perspetiva sobre os desafios ambientais atuais e a responsabilidade na preservação dos ecossistemas. A instalação desafia a sociedade a repensar a relação com os recursos naturais e o futuro das próximas gerações, através da arte e da criatividade.

Por: Virgílio Timana

Num mundo cada vez mais confrontado com os desafios do consumo excessivo e da degradação ambiental, a artista equatoriana Sue Bejarano propõe uma reflexão sensível e provocadora sobre a relação entre o ser humano, o tempo e a natureza. Através da instalação “Dez Primaveras”, que será inaugurada no próximo dia 23 de junho, às 18h00, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, a criadora convida o público a repensar os hábitos de consumo e o impacto das suas escolhas no ambiente.

Reconhecida pelo seu trabalho artístico desenvolvido a partir de plástico reutilizado, Sue Bejarano construiu uma linguagem própria onde a arte e a consciência ecológica caminham lado a lado. Inspiradas na fauna e flora marinhas, muitas das suas obras transformam resíduos descartados em peças de forte impacto visual e simbólico, procurando despertar uma nova forma de olhar para os desafios ambientais do nosso tempo.

A instalação “Dez Primaveras” é composta por 520 flores produzidas a partir de garrafas plásticas reutilizadas. Cada flor representa uma semana de vida humana e, reunidas num único espaço, traduzem visualmente a quantidade estimada de plástico consumida por uma pessoa ao longo de dez anos. O resultado é uma experiência imersiva que cruza arte, memória e consciencialização ambiental.

A obra convida à introspecção e à reflexão sobre a relação entre o ser humano, o tempo e o ambiente. A expressão “Dez Primaveras” evoca uma década de crescimento, transformação e renovação, associando a primavera à esperança e à capacidade de regeneração. Entre flores construídas a partir de materiais descartados, a artista estabelece um diálogo entre a fragilidade dos ecossistemas e a responsabilidade humana na sua preservação.

Ao converter resíduos em elementos associados à beleza e à vida, Sue Bejarano subverte a lógica do desperdício e demonstra como a criatividade pode transformar aquilo que é rejeitado em instrumento de reflexão colectiva. A instalação questiona não apenas o destino do plástico consumido diariamente, mas também a forma como as sociedades contemporâneas se relacionam com os recursos naturais e com o futuro das próximas gerações.

 

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