Por: Lurdes Almeida
A Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC) anunciou a criação de um Ranking Empresarial que será publicado periodicamente com o objectivo de avaliar a robustez do sector empresarial moçambicano, acompanhar tendências económicas e disponibilizar informação estratégica para apoiar decisões de investimento. O anúncio foi feito pelo fundador da FUNDEC, Agostinho Vuma, durante um encontro dedicado à análise de indicadores de desempenho económico e inteligência económica, onde destacou que o ranking pretende constituir uma ferramenta de avaliação do ambiente empresarial nacional.
Segundo Vuma, o Ranking Empresarial da FUNDEC permitirá gerar informação sistematizada sobre o desempenho das empresas, identificar oportunidades e desafios, além de contribuir para o fortalecimento do tecido empresarial moçambicano.
Na mesma ocasião, o Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, reconheceu que Moçambique enfrenta desafios económicos complexos, sublinhando que a governação baseada em instrumentos técnicos, dados fiáveis e evidências é fundamental para promover o desenvolvimento sustentável.
“Onde há precisão, há estabilidade; e onde há estabilidade, há investimento”, afirmou Manasse, defendendo que a utilização de informação qualificada na formulação de políticas públicas contribui para reforçar a confiança dos investidores e melhorar a eficácia da governação.
Por seu turno, o administrador executivo do BCI, Raul Almeida, defendeu a realização regular de encontros envolvendo Governo, academia e sector privado para analisar indicadores de inteligência económica, avaliar o desempenho da economia e identificar medidas capazes de elevar a competitividade de Moçambique.
Durante o encontro, foram apresentados resultados do Índice de Desenvolvimento Económico (IDE), que revelam desafios persistentes no mercado de trabalho. O indicador relativo ao emprego situou-se em 28,01%, evidenciando a necessidade de transformar o crescimento económico em mais postos de trabalho formais, qualificados e capazes de gerar rendimento, aumentar a produtividade e fortalecer a competitividade nacional.
O estudo aponta igualmente a insuficiente disponibilidade de mão-de-obra qualificada como um dos factores que limitam o desenvolvimento económico do país, reforçando a necessidade de investimento na formação e capacitação profissional.
O ambiente de negócios esteve também no centro das discussões, tendo sido destacado como um elemento essencial para aumentar a confiança dos investidores, estimular o investimento privado e promover um crescimento económico mais sustentável e inclusivo.
O encontro concluiu que o acompanhamento contínuo de indicadores de desempenho económico e empresarial constitui uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas, apoiar decisões do sector privado e criar condições para uma economia moçambicana mais produtiva, competitiva e preparada para os desafios do desenvolvimento sustentável.






