InícioNacionalSociedadeGoverno impõe mudanças nas escolas internacionais no país

Governo impõe mudanças nas escolas internacionais no país

Resumo

Escolas privadas com currículo internacional em Moçambique terão de ensinar Língua Portuguesa, História e Geografia locais, segundo despacho do Ministério da Educação e Cultura. A medida visa promover a conformidade legal, integração cultural e formação cívica dos alunos, com foco em valores patrióticos e respeito pela identidade nacional. O documento determina que as escolas sigam o currículo nacional, incluindo competências linguísticas, história e geografia moçambicanas. O não cumprimento das novas regras poderá resultar em sanções legais, com o despacho já em vigor.

Todas as escolas privadas com currículo internacional no país passam a ser obrigadas a lecionar as disciplinas de Língua Portuguesa, História e Geografia de Moçambique. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Educação e Cultura, através de um despacho assinado pela ministra Samaria Tovela.

A medida foi anunciada através do Despacho do Ministério da Educação e Cultura.

No entender do executivo, as escolas privadas e internacionais que operam no país devem garantir maior conformidade legal, integração cultural e formação de cidadãos assentes em valores de cidadania, patriotismo e respeito pela identidade nacional. 

Em concreto, no número 1 do despacho, Samaria Tovela determina que todas as instituições de ensino que implementam currículo estrangeiro no país cumpram o seguinte.

“O ensino da disciplina da língua portuguesa, língua oficial e de unidade nacional em Moçambique, para os alunos desenvolverem competências linguístico-comunicativas que lhes permitam comunicar com proficiência (…) O ensino da disciplina de História de Moçambique, para permitir que os alunos, nacionais ou estrangeiros, aprendam a formação da nação, a luta de libertação nacional e os valores culturais locais”, lê-se

E mais: “o ensino da disciplina de Geografia de Moçambique para que os alunos, nacionais ou estrangeiros, aprendam as relações espaciais, os recursos naturais e o meio ambiente local, promovendo uma análise crítica da realidade vivida”.

O documento refere ainda que o incumprimento das novas disposições poderá resultar na aplicação de sanções, nos termos da lei. O despacho entra em vigor imediatamente.

Fonte: O País

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