O Executivo deverá aprovar em Conselho de Ministros um novo instrumento de dívida pública dirigido aos pequenos investidores, denominado Certificados do Tesouro série 5, segundo avança o jornal ECO. A iniciativa pretende continuar a canalizar as poupanças das famílias para o financiamento do Estado através de um instrumento semelhante aos atuais Certificados do Tesouro Poupança Valor.
Entre as principais alterações está o aumento do prazo de investimento, que passa de sete para dez anos. Em contrapartida, o novo produto deixa de incluir o prémio adicional que estava dependente da evolução do Produto Interno Bruto (PIB).
As restantes características mantêm-se praticamente inalteradas. O valor mínimo de entrada continuará fixado nos mil euros e os juros serão pagos todos os anos, sem serem reinvestidos automaticamente. Os investidores também poderão recuperar o dinheiro aplicado a partir do segundo ano, embora percam os juros acumulados desde o último pagamento.
As regras para os resgates parciais seguem igualmente o modelo atual, o que significa que, depois de um levantamento parcial, o aforrador terá de manter pelo menos mil euros investidos nos certificados.
As taxas de remuneração serão progressivas, aumentando à medida que o capital permanecer aplicado durante mais tempo. Contudo, os juros definitivos só deverão ser conhecidos mais perto da abertura das subscrições, prevista para a próxima semana, podendo ainda ser revistos pelo IGCP, com autorização do Governo, em função das condições dos mercados financeiros.
Fonte: TVI




