Resumo
Moçambique precisa de 73 mil milhões de meticais (987 milhões de euros) para construir novas salas de aulas e reduzir o número de alunos por turma no ensino primário e secundário. A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, indicou que são necessários 61,6 mil milhões de meticais (824 milhões de euros) para o ensino primário e 12,4 mil milhões de meticais (162 milhões de euros) para o ensino secundário. Cerca de 10.500 turmas ainda estudam ao ar livre, principalmente nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo. A ministra afirmou que o problema do rácio aluno-professor será resolvido em todo o país com estas medidas.
“Nós temos desafios, estamos a falar basicamente em relação à construção de salas de aulas, tanto ao nível do ensino secundário como do ensino primário, então precisamos mesmo de 61,6 mil milhões de meticais [824 milhões de euros] para resolver este problema de desconcentração. Precisamos também de 12,4 mil milhões de meticais [162 milhões de euros] a nível do ensino secundário para resolvermos o problema de desconcentração”, disse esta segunda-feira, em Maputo, a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela.
A responsável disse que estas turmas vão resolver o problema do rácio aluno-professor em todos os distritos do país, admitindo que a situação é mais crítica no ensino primário onde há mais alunos por turma.
Em abril, a ministra disse que cerca de 10.500 turmas continuavam a estudar ao ar livre no país e considerou crítica a situação das províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo.
“Temos um número maior. Nós estamos com cerca de 10.500 turmas ao ar livre, no geral, dado que nós temos estatístico”, disse na altura Samaria Tovela.
Segundo a governante, as províncias de Cabo Delgado e Nampula, no norte do país, Zambézia, no centro, e Maputo, sul, são as regiões que apresentam a situação crítica, apesar das restantes províncias de Moçambique também apresentarem problemas com turmas ao ar livre.
“Nós estamos efetivamente [a trabalhar]. Onde há mais problemas, vamos investindo aí“, disse a ministra.
Fonte: Observador



