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Hospital Provincial da Matola sem serviços de maternidade

Resumo

O Hospital Provincial da Matola, em Maputo, encontra-se sem serviços de maternidade e berçário, o que está a limitar a assistência a partos e cuidados materno-infantis. A suspensão destes serviços deve-se à necessidade de reabilitação das infraestruturas, com obras previstas em breve. Apesar disso, o hospital continua a funcionar, atendendo cerca de 300 pacientes por dia, com destaque para doenças crónicas e patologias cirúrgicas. Deputados do PODEMOS constataram constrangimentos como longos tempos de espera e limitações na capacidade de resposta, possivelmente devido à falta de profissionais de saúde. Será realizado um inquérito à direção do hospital para identificar soluções. O objetivo da fiscalização é avaliar as condições de funcionamento das unidades de saúde em todo o país, garantindo assistência médica para todos os cidadãos.

Maputo, 15 Jun (AIM) – O Hospital Provincial da Matola, a maior unidade sanitária da província de Maputo, zona sul, encontra-se sem serviços de maternidade e berçário, uma situação que está a limitar a prestação de serviços de partos e cuidados materno-infantis.

O encerramento destes serviços foi constatado hoje por deputados da Assembleia da República afectos à bancada parlamentar do PODEMOS, segunda maior força política do país, durante uma visita de fiscalização parlamentar às instalações hospitalares.

“Infelizmente, neste momento estamos sem o serviço materno-infantil, que inclui a maternidade, estando o mesmo encerrado. Contudo, as consultas de ginecologia decorrem normalmente”, declarou a médica responsável pelas consultas externas do hospital, Evalda Paulo em resposta a uma questão colocada pelo deputado do PODEMOS, Ivandro Massingue.

Segundo a direcção da unidade sanitária, a suspensão dos serviços deve-se à necessidade de reabilitação e requalificação das infra-estruturas, estando previstas obras para breve.

A responsável explicou igualmente que o hospital atende, em média, cerca de 300 pacientes por dia, sendo que cada médico observa entre 10 e 15 doentes diariamente, consoante a especialidade.

Apesar da ausência destes serviços considerados essenciais, o Hospital Provincial da Matola continua a funcionar, sobretudo através das consultas externas, onde são assistidos diariamente centenas de pacientes.

As doenças crónicas, como hipertensão arterial e diabetes, figuram entre os casos mais frequentes, seguidas de patologias cirúrgicas, com destaque para hérnias.

A unidade dispõe igualmente de meios para exames e diagnósticos, principalmente nas consultas externas e no serviço de urgência, assegurando responder pelo menos mais de 50 por cento das necessidades tratamento.

Entretanto, a equipa parlamentar identificou vários constrangimentos, entre os quais o longo tempo de espera no atendimento e limitações na capacidade de resposta imediata, situação que poderá estar associada à insuficiência de profissionais de saúde.

Em resposta, a médica Evalda Paulo esclareceu que, no sector de psicologia, o tempo de atendimento varia em função da complexidade de cada caso, uma vez que as sessões podem prolongar-se por várias horas.

“Aqui neste sector, as consultas não decorrem em poucos minutos. Podem levar horas, dependendo de cada situação”, explicou.

Relativamente a morosidade, a direcção esclareceu que o tempo de espera no atendimento depende da gravidade dos casos, existindo intervenções de urgência e outras previamente agendadas.

Os deputados procuraram ainda apurar informações sobre eventuais greves no sector, mas constataram que os profissionais continuam em actividade, reconhecendo o esforço dos técnicos que asseguram os serviços em condições consideradas desafiantes.

Como resultado da visita, será submetido um inquérito detalhado à direcção do hospital, cujas conclusões serão posteriormente encaminhadas ao Ministério da Saúde, com vista à adopção de medidas que permitam ultrapassar os problemas identificados.

Segundo partido PODEMOS, a fiscalização levada a cabo, tinha por objectivo avaliar as condições de funcionamento da unidade sanitária e a capacidade de resposta dos serviços de saúde prestados à população.

A iniciativa deverá abranger hospitais e centros de saúde de todo o País, incluindo as zonas mais recônditas, visando garantir o direito à assistência médica e medicamentosa para todos os cidadãos.
(AIM)
Laura Tembe/pc

 

Fonte: aimnews

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