Por: Virgílio Timana
A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) remarcou os jogos das 10.ª e 11.ª jornadas do Moçambola-2026 que haviam sido adiados na semana passada devido a constrangimentos relacionados com o transporte aéreo das equipas e delegações.
A competição retoma esta quinta-feira com o Baía de Pemba a receber o líder Ferroviário da Beira, em partida da 10.ª jornada. Na sexta-feira, a Black Bulls defronta o Ferroviário de Lichinga na Lalgy Arena, enquanto o Ferroviário de Nampula recebe a União Desportiva do Songo no Estádio 25 de Junho. No mesmo dia, o Ferroviário de Nacala mede forças com o Chingale de Tete.
A jornada será encerrada no sábado com o encontro entre a Associação Desportiva de Pemba e a Liga Desportiva de Sofala.
A ronda já conta com o empate entre o Maxaquene e a Associação Desportiva de Vilankulo, a uma bola. O resultado mantém o Maxaquene sem vitórias na presente edição do campeonato.
A 11.ª jornada também já teve um encontro realizado com a vitória do Costa do Sol sobre a Associação Desportiva de Vilankulo por 2-1. A ronda prossegue na segunda-feira, 27 de Julho, com o Ferroviário de Maputo a receber o Ferroviário de Lichinga, no Campo da Afrin, em Maputo.
Os adiamentos voltaram a evidenciar os desafios logísticos que condicionam a principal competição futebolística do país. Segundo o Desporto ao Minuto, o presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, revelou que a organização necessitava de cerca de 100 milhões de meticais para assegurar as viagens aéreas das equipas, depois de o custo das passagens ter aumentado significativamente em relação à temporada anterior.
Para o dirigente, o valor por atleta passou de cerca de 21 mil para 42 mil meticais. A situação levou a Liga a procurar o apoio do Governo para garantir a retoma da competição.
A transportadora Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), responsável pelo transporte das equipas ao abrigo de um acordo com a organização do campeonato, apontou anteriormente a falta de pagamentos por parte dos clubes como uma das razões para a indisponibilidade de assegurar algumas deslocações.
Enquanto procura regularizar o calendário, a LMF enfrenta igualmente questões relacionadas com os pagamentos à arbitragem. Num comunicado emitido a 21 de Julho, a instituição rejeitou informações que apontavam para um alegado incumprimento no pagamento dos subsídios aos árbitros relativos ao Moçambola-2026.
A Liga afirmou que tem cumprido as suas obrigações financeiras com a arbitragem desde o início da presente temporada. Reconheceu, contudo, a existência de valores em aberto referentes à época passada, cujo pagamento, segundo a instituição, está previsto após a garantia de disponibilidade financeira e o acerto de contas com a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF).
A LMF considera que informações sobre um alegado incumprimento relativo à presente temporada podem afectar a credibilidade das instituições e futuras parcerias ligadas ao futebol nacional.
Com a remarcação dos jogos, a Liga procura recuperar o calendário do Moçambola-2026. A retoma da competição permite o regresso da disputa desportiva, mas os recentes episódios voltam a colocar em evidência a necessidade de soluções financeiras e logísticas mais sustentáveis para garantir a regularidade do principal campeonato de futebol do país.






