Resumo
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou preocupação com os sismos na Venezuela e está a avaliar medidas de apoio, instruindo o Ministério das Relações Exteriores e a embaixada brasileira em Caracas. A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2, que causaram danos materiais. O Aeroporto Internacional de Maiquetía foi encerrado, as aulas canceladas e serviços suspensos. Vários países, incluindo Brasil, EUA, Cuba e Reino Unido, ofereceram solidariedade. Não há registo oficial de feridos ou mortos, mas há pessoas hospitalizadas e presas nos escombros. Edifícios no Brasil foram evacuados, e os tremores foram sentidos noutras regiões, sem danos graves.
Numa mensagem publicada nas redes sociais na quarta-feira, Lula informou que instruiu o Ministério das Relações Exteriores, juntamente com a embaixada brasileira em Caracas, para avaliar a situação na Venezuela e as possíveis ações de ajuda que o Brasil poderia tomar.
O chefe de Estado reafirmou ainda a disponibilidade do país para apoiar o governo da presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas.
A reação do presidente brasileiro surgiu depois de Delcy Rodríguez ter declarado o estado de emergência, após dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.
Rodríguez anunciou, na quarta-feira, o encerramento do Aeroporto Internacional de Maiquetía, que serve Caracas, e cancelou as aulas em todo o país durante vários dias.
Num discurso televisivo, Rodríguez disse que o aeroporto, que tem ligações a Portugal, operadas pela companhia de bandeira portuguesa TAP, tinha sofrido "graves danos nas infraestruturas" e acrescentou que os serviços de metro e de comboio também foram suspensos.
A presidente cancelou ainda todas as atividades que não sejam "serviços essenciais" e indicou que houve interrupções nos serviços de eletricidade e água e, nos edifícios danificados, o fornecimento de gás natural foi cortado.
"Pedimos à nossa população que mantenha a calma", disse a chefe de Estado. "Pedimos à união", acrescentou.
A presidente expressou gratidão aos Brasil, Estados Unidos, Panamá, Qatar, Cuba, Nicarágua, Turquia, Jordânia, Barbados, Curaçau, Colômbia, Reino Unido e México, que "contactaram a Venezuela para oferecer solidariedade e apoio".
Rodríguez agradeceu ainda à ONU e a organizações financeiras multilaterais, sem especificar quais, que "já contactaram o Governo venezuelano através de vários canais para expressar a sua solidariedade".
Nas últimas horas, a Bolívia, El Salvador, Peru e Chile também manifestaram a solidariedade.
Até ao momento, não há registo oficial de feridos ou mortos, apesar da Venezuela já ter registado 20 réplicas.
No estado de Falcón (noroeste), o governador Victor Clark disse que 32 pessoas foram hospitalizadas e, mais de quatro horas após o terramoto, ainda havia 15 pessoas presas nos escombros.
O autarca de Chacao, na região metropolitana de Caracas, Gustavo Duque, reportou possíveis mortes no município.
Edifícios em Manaus, Belém e Macapá, na Amazónia brasileira, foram evacuadas, segundo informações da emissora TV Globo.
Os tremores foram também sentidos nas regiões das Caraíbas e do nordeste da Colômbia, mas não houve registo de danos ou feridos.
Fonte: TVI






