InícioEconomiaMoçambique e Banco Mundial Identificam Investimentos de US$ 50 Mil Milhões

Moçambique e Banco Mundial Identificam Investimentos de US$ 50 Mil Milhões

Agricultura, energia e turismo no centro da parceria, com enfoque na criação de empregos

Moçambique e o Banco Mundial alinharam, em Maputo, um plano de investimentos de cerca de USD 50 mil milhões, com foco nos sectores agrícola, energético e turístico, visando acelerar a criação de empregos e promover o desenvolvimento económico sustentável.

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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">O encontro entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o vice-presidente do Banco Mundial para a África Austral, Ndiamé Diop, realizado na sexta-feira, 12 de Setembro de 2025, em Maputo, marcou um ponto de viragem no reforço da cooperação estratégica entre as duas partes.

Segundo Diop, a instituição financeira global está comprometida em apoiar Moçambique com “um sentido de urgência”, dada a dimensão dos desafios económicos e sociais. O responsável referiu que os investimentos previstos rondam os 50 mil milhões de dólares norte-americanos, incidindo sobretudo em áreas com elevado potencial transformador, como a agricultura, o agronegócio, o turismo e a energia.

“Há grandes investimentos que podem chegar a Moçambique. O Presidente insistiu na necessidade de desenvolver agricultura, agronegócio e turismo para criar empregos. E nós concordamos com ele. É fundamental criar empregos e a agenda de empregos deve ser o centro em tudo o que fazemos”, afirmou Diop, em declarações à imprensa.

O encontro permitiu alinhar cinco áreas prioritárias de cooperação: (i) energia, aproveitando os vastos recursos naturais e a procura crescente; (ii) agricultura e agronegócio, essenciais para a diversificação da economia; (iii) turismo, visto como oportunidade estratégica de crescimento; (iv) corredores de desenvolvimento de Maputo, Beira e Nacala, cruciais para o comércio regional e integração digital; e (v) capacitação da força laboral, para munir o sector privado das competências necessárias.

Chapo reforçou que todas as políticas de desenvolvimento devem colocar o emprego no centro, como via para responder às aspirações da juventude moçambicana e consolidar a estabilidade social.

Além das prioridades setoriais, a reunião abordou os desafios fiscais que o país enfrenta. O Banco Mundial manifestou disponibilidade em cooperar estreitamente com o Fundo Monetário Internacional, de modo a assegurar o acompanhamento eficaz e sustentável da economia nacional.

A visita de Ndiamé Diop a Moçambique sucede à deslocação, em Julho, do presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, que já havia discutido com Chapo a necessidade de redefinir e priorizar os eixos de cooperação. A presença de Diop representou, assim, a continuidade desse diálogo, com maior detalhe operacional e definição de estratégias concretas.

Com este entendimento, Moçambique posiciona-se para captar investimentos de larga escala, apostando em sectores estratégicos e infra-estruturas críticas que podem redefinir a trajectória de crescimento económico do país na próxima década.

Fonte: O Económico

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