Resumo
No BC Place, em Vancouver, o Canadá fez história ao vencer o Qatar por 6-0 no Mundial de futebol. Jonathan David e Cyle Larin destacaram-se ao marcar golos, com David a bisar. O jogo ficou marcado por uma lesão grave de Koné, que saiu de maca, e pela expulsão de um jogador do Qatar. O Canadá dominou o jogo, com o Qatar a jogar com apenas nove jogadores no final. O Canadá fez história ao marcar mais golos num único jogo do que nas suas duas participações anteriores em Mundiais. Com esta vitória, o Canadá deu um passo importante para avançar para a fase eliminatória do torneio. Koné, que se lesionou gravemente, foi destacado como o jogador do jogo, apesar de ter sido substituído devido à lesão.
Estávamos no BC Place, em Vancouver, que é como quem diz num dos maiores estádios do Canadá, casa dos Whitecaps, da MLS (principal escalão do futebol nos Estados Unidos da América), mas também dos British Columbia Lions, de futebol americano.
Foi ali que, cedo se percebeu, seria feita história – e para os da casa. Canadá e Qatar partilhavam, na antecâmara da partida de hoje, um triste fado: nunca tinham vencido um jogo num Mundial de futebol.
Os canadianos tentaram-no em 1986 e em 2022 – fracassaram. O Qatar só em 2022, edição que até acolheu – fracassou também.
A jogar em casa – porque este Mundial também se disputa no Canadá – percebeu-se que eram os americanos quem mais queria terminar com o triste historial.
Mesmo sem Alphonso Davies, ainda a contas com uma lesão, a entrada em jogo foi fulminante, com destaque para as boas prestações de Jonathan David ou Larin.
Metamos, então, as coisas em perspetiva: nas duas anteriores presenças em Mundiais, o Canadá tinha marcado um total de dois golos (todos em 2022). Hoje, quando o árbitro apitou para o intervalo, os canadianos já tinham marcado, só neste jogo, mais golos do que nessas duas antigas participações.
A culpa – no bom sentido do termo – seria precisamente de Jonathan David e de Cyle Larin: o primeiro bisou, aos 29 e aos 45+3, o segundo fez o “gosto ao pé” ao minuto 29.
Toda a primeira parte teve dois denominadores comuns que até se interligam: o domínio do Canadá e a total ausência do Qatar que ainda ficou reduzido a 10 jogadores por expulsão de Homam.
Ao intervalo, a pergunta que ecoava era apenas uma: «o Canadá ficará por aqui?».
Só que o jogo tinha outra história guardada para nós. Era ainda cedo na segunda parte, o relógio marcava 52 minutos, o lance parecia aparentemente banal, disputado a meio-campo, mas o esgar de dor no olhar denunciava coisa diferente.
As arrepiantes imagens televisivas comprovaram-no: Koné, jogador do Canadá, torceu o pé, após uma entrada de Madibo que não cabia em si de desespero pelo que tinha, sem intenção, feito ao colega de profissão.
Gerou-se muita preocupação, jogadores entraram em campo para fazer um círculo em volta de Koné que ia sendo assistido, enquanto as macas se preparavam para o retirar do campo. Madibo mantinha a expressão de choque, quis esperar pelo colega, mas saiu expulso antes.
Koné saiu do campo transportado de maca, mas com a gentileza suficiente para ainda acenar para a bancada a agradecer o longo aplauso com que foi brindado.
E depois houve uma certa justiça poética: Saliba, que entrou para o lugar do azarado, foi o autor, poucos minutos depois, do quarto golo do Canadá.
O futebol, verdade seja dita, deixou de ser o mais importante: até porque, reduzido a 9 jogadores, o Qatar limitou-se a defender sem qualquer critério, num resto de jogo tão desnivelado que contá-lo se torna penoso.
O Canadá, que ainda fez o quinto golo por Shaffelburg (75m) e o sexto por Saliba (90+2m), fez história e terá dado um passo importante para continuar a escrevê-la e quiçá passar à fase a eliminar de um Mundial.
Foi por (e para ti), Koné.
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A FIGURA: Koné
Jonathan David marcou três; Larin bisou. Saliba marcou e assistiu. Mas é impossível não eleger, como homem do jogo, Ismael Kone, médio do Canadá, que sofreu uma lesão arrepiante e cuja participação no Mundial terminou. E o tanto que ele prometia, como se viu nos cerca de 50 minutos em que esteve em campo hoje.
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O MOMENTO: Ir para o intervalo descansado (45+3)
O Canadá tinha dominado toda a primeira parte, mas também sabemos o quão perigoso pode ser um um resultado de 2-0. As dúvidas dissiparam-se com o golo de Jonathan David mesmo antes do intervalo.
Fonte: TVI






