Os dados foram avançados pelo presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, que atribui o aumento à crescente confiança dos munícipes na gestão da edilidade e nos resultados das intervenções realizadas na cidade.
De acordo com o edil, a cobrança da taxa pessoal autárquica constitui um dos exemplos dessa evolução. A receita proveniente desta taxa passou de cerca de três milhões de meticais, no ano passado, para aproximadamente 10 milhões de meticais este ano, praticamente triplicando.
Luís Giquira considera que o aumento da receita demonstra que os munícipes estão a reconhecer os resultados da aplicação dos recursos arrecadados. Para reforçar essa confiança, o município tem divulgado semanalmente, através das suas plataformas, os valores arrecadados e os investimentos realizados.
Segundo o edil, as receitas provenientes das taxas municipais estão a ser canalizadas para a melhoria das estradas, vias de acesso e mercados, apelando aos munícipes para continuarem a colaborar com o Conselho Municipal no desenvolvimento da cidade.
A partir do próximo ano, o Conselho Municipal de Nampula pretende concentrar parte significativa dos investimentos na reabilitação das chamadas estradas traseiras.
Luís Giquira explica que a intervenção nestas vias exige mais do que a simples pavimentação, uma vez que é necessário assegurar a construção de valas de drenagem e aquedutos para evitar a degradação das estradas provocada pelas águas pluviais.
Entre as prioridades está a estrada da zona do Jardim, com cerca de 11 quilómetros de extensão. O município já recebeu o estudo elaborado por um consultor e encontra-se numa fase de discussão técnica para identificar os pontos que deverão receber aquedutos.
A medida visa garantir que as obras tenham maior durabilidade e evitar que as águas destruam posteriormente o trabalho realizado.
A estrada do Coqueiro e a estrada da Clínica são outras duas vias consideradas estratégicas pela edilidade. Luís Giquira afirma que o município pretende concentrar esforços para concluir estas três intervenções até ao final do actual mandato.
O edil defende que a participação dos munícipes, através do pagamento das taxas autárquicas, é fundamental para que o município disponha de recursos para executar as obras e melhorar as condições de vida na cidade.
Fonte: O País







