Lançar em pleno ano de 2026 um Surface Laptop com escassos 8GB de RAM à volta dos 1000€, e esperar que o Windows 11 funcione sem solavancos é uma piada de mau gosto. A desculpa oficial da empresa para este recuo estratégico? A crise global da memória RAM e a subida brutal dos preços dos componentes.
Mas, para isto, não vale a pena comprar um computador Microsoft, que não é capaz de correr o software da própria fabricante. O consumidor não tem de pagar a fatura pelas más decisões de gestão de Redmond.

POrtanto, as primeiras análises ao novo Surface Laptop 8 de 8GB já saíram, e os resultados são uma autêntica vergonha. O portátil até se aguenta se estiveres apenas a ver uns vídeos no YouTube ou a escrever um documento de texto, mas basta abrir uma dezena de separadores no Google Chrome e entrar numa reunião do Microsoft Teams para o computador congelar durante segundos a fio.
O gestor de tarefas mostra que o sistema consome logo cerca de 6,7GB dos escassos 7,6GB utilizáveis só para manter as portas abertas.
Onde é que ficou a promessa do projeto Windows K2, onde a Microsoft garantia que ia otimizar o sistema operativo para gastar menos recursos? Ficou na gaveta. O Windows 11 é cada vez mais um SO demasiado pesado, e “inchado”. É o “bloatware” cheio de serviços em segundo plano que esmagam qualquer máquina sem músculo de memória.
O mais caricato no meio disto tudo é a mudança descarada de discurso da própria Microsoft. Durante anos, a empresa fartou-se de repetir que 16GB de RAM eram o mínimo recomendado para uma experiência aceitável no Windows 11. Agora, num passe de mágia e só porque lhes dá jeito vender máquinas mais baratas (para eles), vieram dizer que 8GB “é excelente para o uso diário”.
Em suma, não compres nada com 8GB em 2026. Não é de todo uma boa ideia.
Fonte: Zero Zero






