Dois boinas-azuis foram mortos no ataque, enquanto outros sete ficaram feridos, incluindo três soldados da paz, dois membros do Serviço de Polícia Nacional do Sudão do Sul e dois funcionários civis.
Força de Reação
A missão implantou uma Força de Reação Rápida para garantir a segurança na área e prestar apoio na resposta de emergência.
A representante especial do secretário-geral das Nações Unidas no país, Anita Kiki Gbeho, destacou que é inaceitável a violência fatal contra o pessoal da Unmiss, que atua no apoio à paz no Sudão do Sul.

Forças de paz da ONU realizam uma patrulha noturna em Bentiu, Sudão do Sul.
A também chefe da Unmiss manifestou solidariedade às famílias e aos entes queridos das vítimas que perderam a vida, bem como aos feridos.
A operação de paz recorda que ataques contra os soldados de paz da ONU podem constituir crimes de guerra ao abrigo do direito internacional.
Contraofensiva desde janeiro
Gbeho apelou às autoridades competentes para que realizem uma investigação rigorosa e célere, garantindo que os responsáveis sejam levados à justiça.
O conflito no Sudão do Sul piorou em dezembro, quando forças de oposição tomaram postos do governo em Jonglei. O governo tem realizado uma contraofensiva desde janeiro, com bombardeios aéreos e ataques terrestres, apesar do compromisso oficial com o acordo de paz.
Em todo o mundo, as Nações Unidas registraram este ano mais de 450 incidentes de violência contra seus trabalhadores e instalações humanitárias entre janeiro e julho. O número supera o dobro dos registros no mesmo período do ano passado.
Fonte: ONU




