InícioRevistaInternacionalONU pede influência árabe e muçulmana para alcançar trégua em Gaza

ONU pede influência árabe e muçulmana para alcançar trégua em Gaza

As Nações Unidas apelaram, hoje, em Riade, aos países árabes e muçulmanos para que usem a sua influência junto do grupo islamita palestiniano Hamas e de Israel para alcançar uma trégua humanitária na Faixa de Gaza.

Conflito Israel-Hamas continua sem fim à vista e o que se ve é um rasto crescente de destruição no território palestino.

O comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente, Philippe Lazzarini, pediu a influência arrabe e muçulmana junto do grupo islamita palestiniano Hamas e de Israel, para alcançar uma trégua humanitária na Faixa de Gaza.

Um cessar-fogo humanitário que respeite o direito internacional deve ser alcançado (…). Estou convencido de que podem exercer influência. O último mês tem sido incrivelmente doloroso para todos nós. (…) Mais de 10 mil pessoas morreram e muitas mais estão certamente ainda debaixo dos escombros.

Intervindo perante dezenas de chefes de Estado de países árabes e muçulmanos, durante a cimeira de emergência árabe-islâmica que decorreu este sábado em Riade, para abordar a guerra em Gaza, Philippe Lazzarini contou o que presenciou em Gaza.

Estive em Gaza, na semana passada, pela primeira vez desde o início da guerra. O que vi me marcará para sempre. Todas as crianças que encontrei num abrigo da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente me pediram pão e água.

Os bombardeamentos contínuos, junto ao cerco, estão a sufocar Gaza e a sua população. Os serviços básicos estão a entrar em colapso. Tudo está a acabar: água, alimentos, medicamentos e combustível.

Lazzarini apelou ainda aos esforços de mediação para garantir a continuidade do fluxo de ajuda humanitária a Gaza e a entrada de mais camiões com bens essenciais.

De acordo com o responsável, os procedimentos logísticos e de verificação dos camiões por parte de Israel não garantem celeridade de apoios.

Fonte:O País

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