InícioInternacionalONU pede “máxima cautela” no Oriente Médio ao comentar escoltas dos EUA

ONU pede “máxima cautela” no Oriente Médio ao comentar escoltas dos EUA

A Organização Marítima Internacional, OMI, comentou o anúncio “Projeto Liberdade” liderado pelos Estados Unidos, que visa escoltar embarcações comerciais para fora das zonas de risco no Oriente Médio. 

Em nota, a entidade especializada no setor marítimo afirmou estar ciente dos relatos, mas ressaltou a falta de detalhes concretos.  A agência destacou que continua a instar os navios a exercerem a máxima cautela na área.

Atenção aos trabalhadores marítimos

A OMI saudou “a atenção voltada aos trabalhadores marítimos inocentes” que se encontram retidos na região devido ao conflito. No entanto, agência alerta que as escoltas navais “não constituem uma solução sustentável”. 

Mapa topográfico 3D mostrando o Estreito de Ormuz entre o Irã e Omã.

© Unsplash/Planet Volumes
O Estreito de Ormuz entre o Irã e Omã.

Para a agência, a verdadeira redução da escalada das tensões e um acordo de longo prazo são o único caminho viável para garantir a segurança dos trabalhadores do mar no cenário na região “apresenta desafios logísticos e de segurança alarmantes”.

As embarcações retidas totalizam cerca de 800 navios, com destaque para petroleiros, graneleiros e porta-contêineres que se encontram bloqueados no Estreito de Ormuz.

Com uma média de 25 pessoas por embarcação, estima-se que 20 mil marinheiros estejam retidos nesta área específica, embora alguns navios operem com contingente mínimo de segurança.

3 mil profissionais afetados na região

O número total de embarcações em todo o Golfo Pérsico chega a aproximadamente 3 mil, elevando de forma expressiva o número de profissionais afetados na região.

A OMI enfatiza que, durante qualquer processo de evacuação, os navios devem manter a tripulação adequada e seguir rigorosamente as práticas de segurança recomendadas. 

Apesar de a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes, ITF, já ter apoiado a repatriação de cerca de 450 profissionais, a agência alerta que a esmagadora maioria continua vulnerável a destroços, mísseis e possíveis escassezes de água e alimentos.

Impacto Humanitário no Líbano

Em meio à crise regional, outras agências da ONU intensificam seus esforços nos países vizinhos para conter as consequências do conflito. No Líbano, o foco da Agência de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, é o suporte aos deslocados em abrigos de emergência.

Um marinheiro filipino com uniforme azul e capacete branco é visto através de um escotilho circular, limpando o interior da bodega de carga ou do porão de um navio.

© IMO/Marco Theo G. Caliwag
OMI saudou “a atenção voltada aos trabalhadores marítimos inocentes”

Desde o início da escalada militar em março, a Unrwa contou com o apoio de parceiros locais na distribuição de cestas básicas, alimentos prontos para consumo e cerca de 14 mil refeições quentes.

Paralelamente, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, lida com a movimentação civil impulsionada pelo cessar-fogo em vigor no Líbano, ação considerada complexa.

Após semanas de deslocamento, milhares de famílias, empreenderam jornadas rumo ao sul na esperança de recuperar o que haviam abandonado. Contudo, muitas foram forçadas a retornar ao norte após se depararem com casas destruídas, um cenário de incerteza e uma realidade que ainda não oferece condições seguras de moradia.

Esforços de Recuperação em Gaza

Na Faixa de Gaza, o foco também está na mitigação dos danos estruturais, culturais e sociais. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Unesco, anunciaram um pacote de suporte à região.

Nesta segunda-feira, a agência confirmou que foram destinados US$ 5,7 milhões para a proteção do patrimônio danificado e a restauração de oportunidades de aprendizado.

As ações de recuperação incluem a oferta de suporte psicossocial contínuo à população e o fornecimento de equipamentos de proteção para garantir que os jornalistas possam trabalhar com segurança na cobertura da crise.

Fonte: ONU

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