InícioRevistaTecnologiaPulseira de fitness ou Smartwatch: Qual é a escolha certa?

Pulseira de fitness ou Smartwatch: Qual é a escolha certa?

Se costumas ler os meus artigos aqui na Leak, sabes muito bem que o mercado dos wearables cresceu a um ritmo avassalador. Hoje em dia, quase toda a gente traz um aparelho no pulso a contar passos, a medir o batimento cardíaco ou simplesmente a mostrar as notificações do telemóvel. No entanto, quando chega a altura de comprar, é muito comum meter tudo no mesmo saco.

A verdade é que as pulseiras de fitness (as smartbands) e os relógios inteligentes (os smartwatches) servem propósitos diferentes. Em vários aspetos na verdade.

A grande diferença está no foco de cada aparelho. Uma pulseira de fitness foi desenhada com um único objetivo: registar os teus treinos e controlar a tua saúde. São mais leves, discretas e baratas. Já os smartwatches funcionam como uma extensão direta do teu smartphone. Têm ecrãs maiores, permitem responder a mensagens, usar aplicações de Inteligência Artificial como o Google Gemini e gerir o teu dia a dia.

Mas, é também preciso ter em consideração os produtos que fingem ser uma coisa, e no fim do dia são outra. Há por aí muitos smartwatches que no fim do dia são apenas pulseiras de fitness num corpo mais esbelto.

Se o teu objetivo é apenas ir para o ginásio, correr ou monitorizar o sono sem distrações, as pulseiras de fitness são imbatíveis. Marcas como a Xiaomi com as suas Smart Band entregam tudo o que precisas por valores a rondar os 50€. São excelentes opções para quem quer gastar pouco, porque é preferível comprar uma boa pulseira de 50€ do que um smartwatch manhoso de linha branca pelo mesmo preço.

Contudo, há coisas a mudar no mercado que precisas de saber. As subscrições! Marcas como a WHOOP vendem-te um rastreador sem ecrã que parece fantástico, mas obrigam-te a pagar uma mensalidade ou anuidade (que começa nos 199$/ano). Se deixares de pagar, o aparelho transforma-se instantaneamente numa pulseira de plástico completamente inútil.

Ficas refém do serviço. Para sempre.

Do outro lado da barricada temos os smartwatches, como o Apple Watch ou o Pixel Watch. Se já estás investido num destes ecossistemas, a integração é perfeita. A grande vantagem destes relógios, além da produtividade, está nas funções de segurança que muitas vezes salvam vidas. Falamos do sensor de queda, dos alertas de arritmia cardíaca ou dos sistemas de navegação por satélite que te ajudam a voltar ao trilho se te perderes na montanha. Para desportistas ao ar livre ou pessoas mais velhas, este argumento justifica facilmente o investimento mais alto. (Quase sempre muito mais alto).

A parte positiva é que, por fazerem muito mais coisas de raiz, os smartwatches não te prendem tanto a subscrições obrigatórias. Podes usar serviços pagos como o Apple Fitness+ ou o Google Health Premium se quiseres treinos guiados, mas se não pagares um tostão, o relógio continua a funcionar a 100% com todas as suas aplicações e notificações.

Enquanto uma smartband da Xiaomi te dura facilmente duas semanas longe da tomada, um smartwatch topo de gama obriga-te a andar com o carregador atrás quase todos os dias. Além disso, se a tua ideia ao ir treinar é desligar do mundo, ter o pulso constantemente a vibrar com e-mails de trabalho ou notificações das redes sociais é a receita ideal para arruinar a tua concentração.

No fundo, a escolha resume-se ao teu estilo de vida. Se queres apenas métricas de saúde baratas e bateria para esquecer as tomadas, a pulseira é o caminho. Se queres tecnologia no pulso, segurança e não te importas de pagar mais (e carregar o relógio todos os dias), avança para o smartwatch.

 

Fonte: Zero Zero

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