Normalmente, olhamos para a Samsung, Xiaomi e Apple, quando queremos meter as mãos naquilo que é o último grito do mundo da tecnologia. Isto é especialmente verdade para a primeira das três, visto que é esta fabricante que produz grande parte dos componentes que dão vida à esmagadora maioria dos smartphones de topo do mercado (ecrã, RAM e Armazenamento).
Mas, a Tecno já anda há vários anos a mostrar coisinhas muito giras, curiosamente quase sempre antes das grandes.

Hoje em dia, não é fácil conseguir oferecer um produto que seja de facto diferente. A Apple e Samsung tentaram com o Air e o Edge, mas a coisa não correu muito bem, devido aos compromissos que os utilizadores teriam de arcar.
Mas, muito honestamente, acredito que eliminar totalmente as margens de um smartphone é o verdadeiro Santo Graal do design mobile. Isto é muito mais interessante do que a espessura, porque vais notar, e não afeta a performance do aparelho. Até lhe dá um outro aspeto ultra-premium.
Dito tudo isto, todos os anos vemos marcas a gabarem-se de reduzir décimos de milímetro às bordas dos seus topos de gama, mas a chinesa TECNO decidiu saltar as etapas todas e apresentar um protótipo com impressionantes 0 mm de margem. Sim, leste bem! Um ecrã totalmente limpo, sem barras pretas, que parece saído de um filme de ficção científica.

O conceito promete ser uma das grandes atrações da IFA 2026 e faz até o iPhone 17 Pro parecer um dispositivo do passado.
Mas… Antes que comeces a juntar tostões para comprar um, convém ter um bocadinho de noção. Existe uma razão para nenhuma fabricante ter apostado (ainda) nisto.

Para conseguir esta proeza técnica, a TECNO teve de reconstruir completamente a arquitetura interna do dispositivo, recorrendo a novas técnicas de empacotamento de componentes e engenharia estrutural. Aliás, para fechar o pacote “100% ecrã”, a marca colocou a câmara frontal debaixo do painel. A comparação direta com o topo de gama da Apple serve para impressionar nas fotografias de marketing, mostrando uma diferença abissal de aproveitamento frontal.
Além disso, o custo de produção de um painel sem margens e a sua fragilidade extrema a quedas tornam a sua comercialização um autêntico pesadelo financeiro e logístico.
É por isso que nem a Samsung, que produz ecrãs, quer comercializar isto.
Ou seja, no fim do dia, estes protótipos servem apenas para medir forças, gerar títulos na imprensa e mostrar “músculo” tecnológico. A menos que aconteça um milagre nos custos de fabrico de semicondutores e painéis AMOLED, este smartphone de 0 mm vai ter exatamente o mesmo destino dos seus antecessores: o fundo de uma gaveta num laboratório de I&D.
Fonte: Zero Zero






