Embora Moçambique continue sem registar qualquer caso de Ébola, as autoridades sanitárias classificam Tete como uma das províncias de maior risco, devido à sua localização estratégica e ao intenso movimento transfronteiriço de pessoas e mercadorias, através dos corredores que ligam o país aos Estados vizinhos.
No âmbito do reforço da capacidade de resposta, o Ministério da Saúde promoveu, na terça-feira, um exercício de simulação na fronteira de Cuchamano, no distrito de Changara, que faz ligação com o Zimbabwe. O exercício teve como objectivo avaliar o nível de prontidão das equipas responsáveis pela vigilância e resposta a emergências de saúde pública.
Durante a simulação foram testados os procedimentos de detecção, isolamento e encaminhamento de um caso suspeito de Ébola, bem como os mecanismos de coordenação entre os profissionais de saúde, os serviços de migração e outras instituições que intervêm na gestão de emergências sanitárias.
Segundo o representante do Ministério da Saúde, Fino Massalambane, este tipo de exercícios permite identificar eventuais fragilidades no sistema e fortalecer a capacidade operacional das equipas destacadas nos pontos de entrada do país.
Por sua vez, o médico-chefe provincial de Tete, Helder Dombole, assegurou que a província dispõe de equipas preparadas para responder a uma eventual ocorrência da doença, salientando que a aposta continua centrada na vigilância activa, na rápida identificação de casos suspeitos e na sensibilização das comunidades.
Além de Tete, as províncias de Cabo Delgado e Niassa também se encontram em estado de alerta, devido ao elevado risco de introdução do vírus, por manterem fronteiras ou ligações com países onde foram confirmados casos de Ébola.
Fonte: O País






